Hoje a nossa lista traz mais dez livros importantes sobre a Sétima Arte.

Como da primeira vez, nossa seleção tentou ser a mais abrangente possível, com livros de crítica, história, listas de “melhores filmes”, relatos pessoais e até uma reportagem sobre Hollywood – o único critério foi tentar mostrar o cinema como uma arte viva e pulsante, capaz de mudar vidas e despertar paixões em seus adeptos.

10. Filme – Um Retrato de Hollywood, de Lilian Ross

Este clássico da reportagem é uma das leituras mais saborosas e instigantes sobre a indústria do cinema, revelando o quanto há de sordidez e fragilidade na máquina de fazer sonhos. Muitas das observações feitas pela autora, nos anos 1950, valem para a Hollywood atual – na verdade, desconfio que sejam mais válidas do que nunca.

9. O Clube do Filme, de David Gilmour

Um relato emocionante de como o cinema pode mudar a vida de uma pessoa. Ao usar os filmes para dar um rumo ao filho rebelde e desiludido, David Gilmour mostra como eles podem – aliás, devem – ser um instrumento para formar pessoas melhores.

8. Alegorias do Subdesenvolvimento, de Ismail Xavier

Até hoje, o estudo mais abrangente e instigante sobre os diretores que criaram o Cinema Novo, e, com ele, deram cara e visibilidade ao cinema nacional.

7. O Século do Cinema, de Glauber Rocha

Já que falamos em Cinema Novo, esta coletânea de textos críticos do maior nome do movimento, o baiano Glauber Rocha, é um documento importante do espírito criativo por trás do único período em que o cinema brasileiro foi referência mundial.

6. Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino

Na última vez, eu indiquei um curso de roteiro. Aqui vamos à real thing. Ler um roteiro de verdade é um dos melhores aprendizados para quem quiser saber como as palavras “frias” são transpostas para a tela. Este é um dos poucos exemplares traduzidos no país. Imperdível.

5. Conversas com Woody Allen, de Eric Lax

Ler depoimentos de cineastas também ajuda a dar uma compreensão mais profunda da realização de um filme. Quando o nome tem a estatura e a inteligência de Woody Allen, o resultado é o melhor possível: uma leitura deliciosa, cheia de reflexões interessantes sobre vários assuntos além de filmes.

4. Um Filme é um Filme, de José Lino Grünewald (org. Ruy Castro)

Os anos 60 são um período inesquecível do cinema – o auge de Fellini, a Nouvelle Vague, a explosão dos cinemas novos ao redor do mundo, os primeiros trabalhos de Coppola e Scorsese. No Brasil, ninguém soube traduzir e explicar isso tão bem pro público quanto o crítico José Lino Grünewald. No assunto, esta coletânea de artigos é a palavra máxima.

3. Cinema Político Italiano: Anos 60 e 70, de Angela Prudenzi e Elisa Resegotti

Enquanto boa parte dos cinemas novos implodiu ao fim dos sixties, na Itália, o cinema de inspiração social e política conheceu um segundo auge na década seguinte. Sobre o período, um dos mais férteis do cinema europeu, este livro das estudiosas Angela Prudenzi e Elisa Resegotti é o equivalente do trabalho de Ismail Xavier no Brasil.

2. A Magia do Cinema, de Roger Ebert

Aqui chegamos ao prazer universal de se ver um filme, não importa o quilate do realizador ou a sua nacionalidade. Esta coletânea de artigos do crítico Roger Ebert, um dos mais prolíficos do ramo (mais de 40 anos em atividade) tem como único fio condutor isso: o prazer e o entusiasmo que nos provocam as imagens da telona.

1. 1001 Filmes para ver antes de morrer (coord. Stephen Jay Schneider)

Mais do que a análise ou a compreensão dos processos do cinema, este livro tem por proposta instigar paixões: com um título tão sedutor quanto intimidante, 1001 Filmes para ver antes de morrer elenca qualidades e defeitos dos filmes que, segundo seus autores, vale a pena ver na vida.

A simples menção das obras como “definitivas”, quando poderiam ser tantas outras no lugar das escolhidas, já é pretexto para infindáveis debates, mas é a apresentação atraente, amigável, que este livro que faz dos filmes, que o torna a primeira opção de milhares de iniciantes na Sétima Arte.

Por sua capacidade de atrair pessoas para o amor ao cinema, 1001 Filmes para ver antes de morrer merece ser qualificado como uma das obras mais importantes já escritas sobre a Sétima Arte.

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