Bloco que une duas grandes artes, que são a música e o cinema, o Cinebloco toca trilhas sonoras de filmes em ritmos populares brasileiros, como coco, xote, samba, maracatu, marchinha, baião. O grupo existe há seis anos e surgiu da ideia de três amigos cinéfilos e amantes de música que queriam unir essas duas paixões. “Eles se reuniram e tiveram essa sacada genial de formar um bloco de carnaval”, contou nesta quinta (1º) à Agência Brasil a diretora do Cinebloco, Piti Lacerda. Adiantou que os três fundadores não estão mais no bloco, mas deixaram o legado.

O Cinebloco é uma fanfarra formada por oito a dez instrumentistas de sopro e percussão. Piti é a única mulher. Ela toca surdo e quer trazer mais representantes do sexo feminino, “porque tem muito macho nessa banda”. O Cinebloco está aberto ao ingresso de mulheres, em especial as formandas da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), porque “já sabem tocar, já têm know-how [conhecimento prático] do instrumento, mas não estão envolvidas em muitos projetos”, disse Piti Lacerda. Há duas percussionistas reserva, mas estas só participam do Cinebloco quando os músicos oficiais não podem comparecer.

O grupo faz apresentações pela cidade do Rio de Janeiro e outros municípios no período pré-carnavalesco, durante o carnaval e também após o evento festivo. O espetáculo completo inclui projeção feita especialmente para cada música. “É uma maneira de trazer o cinema mais para perto do público, porque cinema é uma arte audiovisual”, informou Piti.

Programação

A primeira apresentação deste ano será sexta (2), no Sesc Jacarepaguá, zona oeste da capital, com ingressos a preços populares no valor de R$ 5. O show começa às 20h. Do dia 10 ao 13, dentro do carnaval oficial, o Cinebloco estará no município de Maricá, região metropolitana do Rio de Janeiro, com espetáculos às 8h e 18h45.

No dia 16, a apresentação será no Sesi de Petrópolis, na região serrana. Nos dias 22, 23 e 24, fechando a participação no carnaval 2018, os espetáculos do Cinebloco ocorrerão nos Sesi de Macaé, Campos e Itaperuna, respectivamente, todas cidades do norte e noroeste fluminense.

Piti Lacerda revelou que a marca registrada do bloco é que todos os integrantes, quando sobem ao palco, assumem uma personagem de filme. A escolhida pela diretora é a Rainha de Copas, do filme Alice no País das Maravilhas. “Todo mundo assume uma personagem de cinema quando está no palco. Ninguém ali é só músico. Todos somos aquelas personagens”. Em algum momento do show, os músicos descem do palco para interagir com o público.

da Agência Brasil

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