MELHOR CENA DE 2017 NOS CINEMAS

  1. Batalha nos aposentos de Snoke, de “Star Wars – Os Últimos Jedi” – 102 PONTOS
  2. O Reencontro de Lee e Randi, de “Manchester à Beira-Mar” – 80 PONTOS
  3. Hipnose do Protagonista, de “Corra!” – 60 PONTOS
  4. Sequência Final de “La La Land” – 56 PONTOS
  5. Sequência Inicial de “Baby Driver – Em Ritmo de Fuga” – 54 PONTOS

Arthur Charles

  1. O beijo de Kevin e Chiron, de “Moonlight – Sob a Luz do Luar”
  2. O encontro de Moana com a Deusa Te Fiti, de “Moana: Um Mar de Aventuras”
  3. Plano-sequência de destruição da casa, de “Mãe!”
  4. A perturbadora cena de Justine comendo o dedo da irmã, de “Grave”
  5. Hipnose de Chris, de “Corra!”
  6. A amputação do soldado como forma de vingança de Nicole Kidman, de “O Estranho que Nós Amamos”
  7. Encontro de Georgie com Pennywise, de “It: A Coisa”
  8. Luta no cassino, de “Blade Runner 2049”
  9. Another Day of Sun, de “La La Land: Cantando Estações”
  10. O videoclipe/cena de abertura, de “Baby Driver: Em Ritmo de Fuga”

Comentários

Diante de toda sua importância para o mundo, Moonlight: sob a luz do luar, foi sem sobra de dúvidas um dos grandes destaques de 2017. Não apenas pela temática, que precisa ser debatida, mas também pelo seu impacto visual e emocional. Esse é um dos meus filmes favoritos, não só pelo que ele representa, mas pela forma como lida com algo tão corriqueiro do dia a dia de forma brilhante. A cena em que Chiron finalmente se sente livre para falar sobre o que sente e encontra no amigo uma confiança que jamais encontrou em um outro alguém é de cortar o coração e se emocionar até o fim! O beijo entre eles durante a cena é o clímax de uma sequência que vai ficar marcada na história do cinema e a melhor cena de 2017.

A minha lista segue com cenas impactantes e emocionantes, que fizeram as pessoas saírem da zona de conforto e se sentirem atraídas pelos filmes. O segundo colocado fica para o encontro de Moana com a Deusa Te Fiti – uma sequência emocionante sobre luta e perseverança, embalada na música “Know Who You Are” da trilha sonora original. A cena é o fim da jornada de Moana ao tentar conhecer a si mesmo e início de uma nova era de empoderamento na ilha. O terceiro destaque fica para a impactante cena de “Mãe!”, cuja cena representa o nosso mundo caótico atual – cheio de guerras, horrores e violência. Um plano-sequência de tirar o fôlego, que deixa os espectadores apreensivos sobre tudo que acontece durante a destruição do lar. O quarto lugar é da impactante cena de Justine comendo o dedo de sua irmã em RAW, revelando seus desejos mais obscuros e levantando uma reflexão sobre o canibalismo.  A cena por si só já é bizarra, mas a obscuridade do tema do filme leva a carga dramática ao máximo, fazendo todos que assistiram sair da zona de conforto. Dessa mesma forma, o filme “Corra!” foi impactante. A cena da hipnose segue o mesmo patamar de RAW, levando os espetadores ao clímax psicológico/perturbador.

O ano também contou com cenas admiráveis, como: a recriação do encontro de Georgie com Pennywise em It: A Coisa; a cena da luta no cassino de Blade Runner 2049, envolvidos pelos hologramas de Elvis, dançarinas douradas e luzes esmaecidas de Las Vegas; a abertura musical em plano-sequência de La La Land: Cantando Estações, que reviveu a era dos musicais de grande sucesso; e por último, mas não menos importante, a cena animadora da abertura musical Baby Driver: Em Ritmo de Fuga, que relembra videoclipes dos anos 80, trazendo um visual deslumbrante para o filme.



Caio Pimenta

  1. Sequência Final, de “La La Land”
  2. Indígenas filmam tiros de capangas em reserva, “Martírio”
  3. Desespero da Fome em Abrigo, de “Eu, Daniel Blake”
  4.  O Reencontro de Lee e Randi, por “Manchester à Beira-Mar”
  5. Batalha Final, de “Moana: Um Mar de Aventuras”
  6. A Condenação à Morte Pelo Oceano, de “Silêncio”
  7. Sequência Inicial, de “Em Ritmo de Fuga”
  8. Primeira sessão de hipnose, de “Corra!”
  9. Nascimento de Jesus, de “mãe!”
  10. Dancinha no quarto, de “Fragmentado”

Comentário

Se a tal magia do cinema existiu em 2017, ela nunca foi tão forte do que no final de “La La Land”. As denúncias sociais de “Martírio” e “Eu, Daniel Blake” são fundamentais para tempos tão frios como os atuais, enquanto “Manchester à Beira-Mar” gera o momento mais comovente do ano. Cada frame da batalha final de “Moana” pode ser emoldurado em quadros e o absurdo da intolerância religiosa surge vagarosa e cruelmente no mais subestimado filme de Scorsese em tempos. Edgar Wright fez o melhor plano-sequência do ano e Jordan Peele sufoca o espectador no momento mais impactante visualmente de “Corra!”. Apesar dos altos e baixos em “mãe”, todos os momentos loucos da hora final são brilhantes. Por fim, James McAvoy precisa apenas dançar para chocar o público com a loucura do protagonista de “Fragmentado”.



Camila Henriques

  1. Batalha nos aposentos de Snoke, de “Star Wars – Os Últimos Jedi”
  2. Plano-sequência apartamento-hospital, de “Bingo – O Rei das Manhãs”
  3. “The Greatest Love of All”, de “Toni Erdmann”
  4. Luto e “Camelot”, de “Jackie”
  5. Mulher Maravilha no front, de “Mulher-Maravilha”
  6. “Another Day Of Sun”, de “La La Land”
  7. A primeira imersão, de “Corra!”
  8. Chiron versus a mãe, de “Moonlight – Sob a Luz do Luar”
  9. Lágrimas na chuva, de “Blade Runner 2049”
  10. Cameo de Sonia Abrão, de “Chocante”

Comentário

Quando terminei de assistir ao episódio 8 de “Star Wars”, virei para Susy e Gabriel, colegas de Cine Set que estavam na sessão comigo, e disse: “gente, são tantas cenas incríveis que não sei qual escolher para a lista de fim de ano!” (não é fanfic; eles podem confirmar, haha). O blockbuster de Rian Johnston trouxe alguns dos melhores momentos da franquia, entre o emocionante adeus a um personagem icônico, um sacrifício de deixar o queixo caído, uma aparição que nos fez gritar no cinema… Mas, de arrancar aplausos mesmo, foi o “foda-se” para o status quo na sala vermelha do Lorde Snoke. Foi aquele momento em que pensamos: “eita, tudo pode acontecer agora!”. O cinema reservou ainda momentos de nos fazer rir de nervoso, como a catarse inesperada de “Toni Erdmann”, a participação especial de Sônia Abrão no divertido “Chocante”. Teve ainda uma discreta ode a um dos discursos mais famosos do cinema em “Blade Runner 2049” (outro que merecia múltiplas menções nessa lista), a emocionante entrada triunfal da Mulher Maravilha no front de batalha, o show de cores que evidenciou o trabalho visceral de Naomie Harris no segundo ato de “Moonlight”, o doloroso adeus a um legado em “Jackie”, o momento Birdman de “Bingo”, o colorido otimista de “La La Land” e a cena que nos fez arregalar os olhos em “Corra!”

Menções honrosas: O trem, de “Fragmentado”; Discurso de Sienna Miller sobre o papel da mulher, de “Z – A Cidade Perdida”; Sequência da Delegacia, de “Manchester à Beira-Mar”



Danilo Areosa

  1. A epifania (sequência) final de Sebastian e Mia, de “La La Land”
  2. O Reencontro de Lee e Randi, por “Manchester à Beira-Mar”
  3. O momento íntimo de Kristen Stewart, por “Personal Shopper”
  4. Discurso no Plenário, por “Martírio”
  5. Não Senta na Pia, por “mãe!”
  6. Cena do aniversário Adão e Eva, por “Toni Erdmann”
  7. Ajuste de contas entre compatriotas, por “A Qualquer Custo”
  8. A luta no quarto vermelho, por “Star Wars – Os Últimos Jedi”
  9. Cena do Jantar, por “O Estranho Que nos Amamos”
  10. Gal Gadot saindo da Trincheira, por “Mulher Maravilha”

Comentários

Você pode odiar La La Land, mas não dá para negar o impacto da epifania (sequência) final entre Sebastian e Mia que possibilita o momento de grande catarse emotiva do filme. A catarse também está presente no reencontro de Lee e Randi em Manchester à Beira-Mar, porém, na forma de um nó na garganta, para mostrar que a inocência não alivia o peso da culpa.

Em Personal Shopper o momento íntimo de Kristen Stewart no apartamento de uma cliente coroa o empoderamento da sua personagem, que finalmente se “despe” das suas dores e lutos. Algo semelhante na cena do jantar em O Estranho que Nos Amamos que estabelece o fim da opressão e letargia feminina naquele universo. E o que dizer da Mulher-Maravilha badass saindo das trincheiras, levando o cinema a urrar de alegria? Houve espaço para momentos ótimos de entretenimento, mas nenhuma bateu a memorável luta no quarto vermelho em Star Wars –  Os Últimos Jedi. Kurosawa agradece. E eu jamais vou olhar para uma pia, depois de ter visto mãe!. Sim meus amigos, não sentem na pia, caso contrário, a fúria divina cairá sobre vocês.

Por fim, a crítica social esteve forte em um ano que a política se globalizou de vez. Depois de anos de perseguições aos índios e negros, é irônico assistir americanos brancos atirando em seus próprios compatriotas em A Qualquer Custo, ainda mais em tempos de Trump. Aqui na terra de Michelzinho, o discurso no plenário, de um índio, de terno e grava, pintando o rosto, desmonta a visão do índio “aculturado”, uma cena forte naquele que é o melhor documentário do ano: Martírio.  E o que dizer da ácida cena da festa de aniversário Adão e Eva no excêntrico Toni Erdmann? Humor negro de primeira qualidade para mandar as favas qualquer convenção social.

Menção Honrosa: Créditos iniciais de “Em Ritmo de Fuga”



Diego Bauer

  1. O Reencontro de Lee e Randi, de “Manchester à Beira-Mar”
  2. Sequência Final, de “O Apartamento”
  3. A Festa Pelada, de “Toni Erdmann”
  4. Sequência Final, de “Bom Comportamento”
  5. O Jantar Final, de “O Estranho que Nós Amamos”
  6. Sequência Inicial, de “Em Ritmo de Fuga”
  7. Conversa da Protagonista com os Amigos no Jantar, “Na Praia à Noite Sozinha”
  8. Quase Morte de Spud, de “Transpotting 2”
  9. Plano sequência da caminhada na noite, de “Corpo Elétrico”
  10. Cena do Beijo, de “Moonlight – Sob a Luz do Luar”

Comentário

Das tantas cenas impactantes que tivemos durante 2017, optei por aquelas em que a construção narrativa convergiu para a criação de momentos que são uma espécie de síntese do que é cada filme, como se aquela cena servisse como um resumo do que o mesmo tem a dizer. Isso acontece nos 5 primeiros colocados, mas sem dúvida com destaque para os 3 primeiros. Em Manchester e O Apartamento, duas cenas angustiantes, em que o peso de todos os acontecimentos anteriores convergem para situações confrontantes e complexas. Já em Toni Erdmann, o momento em que o filme se torna grande, e demonstra o domínio que sua diretora possui da narrativa.



Gabriel Oliveira

  1. Conversa final entre Lee e Randi, em “Manchester à Beira-Mar”
  2. Kylo Ren e Rey na sala vermelha, em “Star Wars – Episódio VIII: Os Últimos Jedi”
  3. “Another Day of Sun”, em “La La Land – Cantando Estações”
  4. Fujika de Halliday canta “Abandono”, em “Divinas Divas”
  5. A primeira hipnose, em “Corra!”
  6. Luto ao som de “Camelot”, em “Jackie”
  7. Deckard revê Rachel, em “Blade Runner 2049″
  8. Diana enfrenta a trincheira, em “Mulher-Maravilha”
  9. “Marrom Bombom” no ônibus, em “Corpo Elétrico”
  10. O encontro na praia, em “Moonlight – Sob a Luz do Luar”

Comentários

Em um ano com momentos cinematográficos grandiosos, algumas das cenas mais marcantes do que eu assisti foram, na verdade, momentos íntimos e especiais de seus protagonistas: a dolorosa conversa entre o casal de Manchester à Beira-Mar, a lembrança do parceiro de uma vida em Divinas Divas, o luto em Jackie, o companheirismo em Corpo Elétrico, o momento que define uma vida em Moonlight e o “os olhos dela eram verdes” de Blade Runner 2049.

Não que momentos mais “hiperbólicos” também não tenham tido sua cota: a batalha de Kylo Ren e Rey contra os guardas pretorianos tem níveis altíssimos e bem equilibrados de toques de fanfic, uma violência que nem sempre aparece em Star Wars, coreografia bem executada e fotografia e direção em destaque – bem como se sobressaem também o visual da primeira imersão em Corra!, a abertura promissora de La La Land (mesmo que a promessa não se cumpra), e o momento em que nasce uma super-heroína em Mulher-Maravilha.

Menções honrosas: o sacrifício de Holdo em Star Wars; a despedida do Professor Xavier em Logan; o almoço pouco amistoso de Como Nossos Pais; tempos diferentes se entrelaçando em Your Name; a abertura de Em Ritmo de Fuga.



Henrique Filho

  1. O Holograma do Luke e o encontro com a Força, de “Star Wars: Os Últimos Jedi”
  2. A comunhão do corpo e sangue, de “mãe!”
  3. Chris Washington preso como espectador do próprio corpo, de “Corra!”
  4. David Dunn assiste a origem de uma nova ameaça, de “Fragmentado”
  5. Lee Chandler conversa com a ex-esposa em um beco, de “Manchester à Beira-mar”
  6. Deckard bate um papo com Wallace, de “Blade Runner 2049”
  7. Mulher Maravilha se revela nas trincheiras, de “Mulher Maravilha”
  8. Logan reconhece o sentimento paternal, “Logan”
  9. Créditos Iniciais, de “Guardiões da Galáxia Vol.2”
  10. Thor voando escapando do Dragão, de “Thor Ragnarok”

Comentário

Muitas cenas me marcaram bastante no cinema em 2017, sejam em planos ou apenas um diálogo, tinham tantas que até nas menções honrosas fui o mais sucinto possível. Começando por Luke demonstrando porque é o Jedi mais poderoso, e a cena eucarística e cheia de simbolismos com o recém-nascido da “Mãe!”

Outro momento é puro cinema, imagine você preso ao próprio corpo sem poder interferir em suas ações como acontece no filme “Corra”, preso em uma sala escura apenas com sua consciência funcionando (Deus me defenda). Não gosto de “Fragmentado”, tenho sérios problemas com o filme, mas a cena final com Bruce Willis aparecendo e revelando que o filme faz parte do universo de “Corpo Fechado” é sensacional, e sim vou dar uma segunda chance e assistir a continuação.

“Manchester à Beira-mar” em diversos momentos nos comove, mas o que Randi (Michelle Williams) revela ainda ter sentimentos pelo ex-marido em um beco é de acabar com um. A continuação de Blade Runner é de encher os olhos graças a fotografia de Roger Deakins, mas a cena em que Ford senta nas sombras pra conversar com personagem de Leto mostra como a mensagem e a discussão do filme é poderosa e principalmente relevante.

A aparição da Mulher-Maravilha no front não é apenas uma das cenas mais belas desse ano, mas também uma mensagem política, Jenkins (diretora) faz certo e não explora o corpo, mas exibe um símbolo. Logan me arranca lágrimas ao reconhecer em seu doloroso leito de morte o amor paternal pela pequena Laura. E por último coloco essa cena que colocaria em um quadro, Thor sai voando, enquanto um dragão tenta engoli-lo.

Menções honrosas: Bingo e Gretchen se divertem e o palhaço surta ao ganhar da concorrência global, de “Bingo – O Rei das Manhãs” / Lightspeed silencioso, de “Star Wars Os Últimos Jedi”/ Desce da pia e saiam da minha casa, de “mãe!” / Ryan Gosling sofrendo com a viuvez e com o Holograma gigante da amada, de “Blade Runner 2049”.



Ivanildo Pereira

  1. Cena final de “Blade Runner 2049″
  2. Fome no abrigo de doação de alimentos, em “Eu, Daniel Blake”
  3. Kylo Ren e Rey em ação, em “Star Wars: Os Últimos Jedi”
  4. Heroína emerge das trincheiras e entra em ação, em “Mulher-Maravilha”
  5. Catarse ao som de Whitney Houston, em “As Faces de Toni Erdmann”
  6. Último encontro das personagens de Kristen Stewart e Lily Gladstone, em “Certas Mulheres”
  7. Sequência final, em “La La Land”
  8. Cena do bueiro, em “It: A Coisa”
  9. Abertura de “Em Ritmo de Fuga”
  10. Padre Rodrigues renega sua fé, em “Silêncio”

Comentário

Na minha lista selecionei momentos comoventes, como as cenas de Certas Mulheres e Eu, Daniel Blake – a primeira traz as atrizes usando o não-dito e a linguagem corporal; já a segunda se tornou ainda mais especial por um imprevisto captado pela câmera. A emoção também foi forte na cena de Silêncio, com Scorsese usando a voz (de Deus?) no instante crucial. Já dentre os momentos mais eletrizantes, tivemos as cenas de Os Últimos Jedi – o momento mais “que porra é essa?” do ano – e as de Em Ritmo de Fuga e Mulher-Maravilha. A abertura de It: A Coisa é a perfeita adaptação do terror infantil do livro; já a sequência imaginária no fim de La La Land fica na memória e eleva o filme. E enquanto catarse foi a tônica em Toni Erdmann, a cena de Blade Runner 2049 de certa forma combina quase tudo que foi descrito aqui, coroando um filme que já estava bastante especial.



Lucas Jardim

  1. Rey e Kylo Ren nos aposentos de Snoke, de “Star Wars: Os Últimos Jedi”
  2. Deckard revê Rachel, de “Blade Runner 2049”
  3. O encontro na praia, de “Moonlight – Sob a Luz do Luar”
  4. A traição de Sook-he, de “A Criada”
  5. Discussão entre Jamie e sua mãe, de “Mulheres do Século XX”
  6. O confronto final, de “Corra!”
  7. O número inicial, de “La La Land”
  8. A morte de Kennedy, de “Jackie”
  9. Discussão entre Rosa e Clarice, de “Como Nossos Pais”
  10. Lee na delegacia, de “Manchester à Beira-Mar”

Comentário

Ainda não consegui esquecer “Star Wars: Os Últimos Jedi” e um dos motivos é a cena em que os personagens, pintados até agora como protagonista e antagonista, se juntam para uma batalha apoteótica em aposentos banhados em vermelho. O momento é de um primor estético raríssimo em blockbusters atuais, ainda que, numa exceção à regra, “Blade Runner 2049” tenha conseguido fazer um filme todo nessa intensidade visual. Para além destes dois, filmes “Moonlight”, “A Criada” e “Jackie” trouxeram importantes reviravoltas para seus personagens através de cenas fortes emocionais.



Natasha Moura

  1. Choro espontâneo de Frida, de “Verão 1993”
  2. Kate abre lata de feijão, de “Eu, Daniel Blake”
  3. Water Falls, de “Paterson”
  4. Perseguição de carros, de “Atômica”
  5. Protagonista na banheira, de “Corpo e Alma”
  6. Carta de Olga, de “Eu, Olga Hepnarová”
  7. Festa de aniversário na casa de Ines, de “Toni Erdmann”
  8. Diálogo no quarto com o bebê, de “mãe!”
  9. Caixa com fotos, de “Corra!”
  10. Primeira manifestação de Hedwig, de “Fragmentado”

Comentário

A sequência final do filme é a conclusão perfeita da narrativa construída por Carla Simón, e assim como a menina, leva o espectador a êxtase. Aqui Ken Loach faz uma denúncia poderosa à um Estado que falha em garantir dignidade aos seus. Quando uma garotinha lê sua poesia para Paterson, Jarmusch se faz entender. Ao som de “I Ran” Charlize nos brinda com uma cena eletrizante de ação. “Corpo e Alma” também usa muito bem sua trilha sonora em uma sequência forte e dolorida. Já “Toni Erdmann” promove o momento mais inusitado e constrangedor do ano. Em “Eu, Olga Hepnarová” e “Corra!” vem o ápice dos respectivos longas e, por fim, “mãe!” e “Fragmentado” tiram o fôlego da audiência com o excelente uso do seu elenco.



Pâmela Eurídice

  1. Another Day of Sun, de “La La Land”
  2. Cena inicial, de “Baby Driver – Em Ritmo de Fuga”
  3. O nascimento de “Alien – Alien Convenant”
  4. A morte de Giuseppe, de “O Fantasma da Sicília”
  5. Quando Daniel Blake picha a parede do banco, de “Eu, Daniel Blake”
  6. O encontro quando adultos de Chiron e Kevin, de “Moonlight – Sob a Luz do Luar”
  7. Billy Jean “explica” ao repórter o que é a base do feminismo, de “Guerra dos Sexos”
  8. Quando a mãe pergunta a Ele quem ele é, de “mãe!”
  9. A pequena Sadie Logan canta Take me Home Country Roads, de “Logan Lucky”
  10. A morte de Logan, de “Logan”

Comentário

La La Land era um filme que prometia: a cena inicial com a interpretação de Another Day of Sun foi o suficiente para fazer a nostalgia dos grandes musicais vir a tona. Sensação semelhante Edgar Wright conseguiu despertar em Baby Driver, a sequência inicial ao som de BellBottoms do The Jon Spencer Blues Explosion só ajudou a imergir completamente no ambiente musical do filme de ação do diretor inglês.

A crítica social também teve seu lugar na sétima arte em 2017, seja uma atitude contra o sistema capitalista, a tensão sexual entre dois homens que criou uma das cenas mais icônicas do ano ou a explicação rápida de uma atleta em busca da igualdade entre os gêneros, a luta contra a opressão política esteve presente, assim como as despedidas.

Em 2017, nos despedimos de Hugh Jackman como Logan, mostrando um lado maduro e adulto do personagem que cresceu com uma geração. E por falar em marcar gerações, O Fantasma da Sícilia deu uma das melhores experiências cinematográficas de 2017, o destino do garoto siciliano seqüestrado pela máfia tirou a respiração e lágrimas do público. A ausência de fôlego também foi registrada na indagação da Mãe sobre quem era o seu parceiro realmente e apesar de todos os deslizes, Ridley Scott nos mostrou como nasceu o primeiro xenomorfo. E com lágrimas emocionadas vimos Sadie Logan homenagear seu pai, ganhando não apenas o concurso de talentos, mas o público, também.



Rebeca Almeida

1. Primeira aparição de Hedwig, de “Fragmentado”
2. Fuga do banco ao som de bellbottoms (cena inicial), de “Em Ritmo de Fuga”
3. Katherin explica ao chefe por que demora para ir ao banheiro, de “Estrelas Além do Tempo”
4. Último diálogo entre Logan e Charles, de “Logan”
5. K na neve, de “Blade Runner 2049”
6. Cena na sala do Snoke, de “Star Wars: Os Últimos Jedi”
7. Jackie limpando sangue do rosto, de “Jackie”
8. Augusto Mendes manda recado para empresários da Mundial, de “Bingo: O Rei das Manhãs”
9. Saroo encontra outras crianças na estação de trem, de “Lion”
10.  Baby Groot dançando, de “Guardiões da Galáxia Vol. 2”
Comentário

Dentre tantas possibilidades em torno de apenas um ator, a cena que apresenta Hedwig também é aquela que começa a ditar o tom cômico e, ao mesmo tempo, insólito, utilizado para mostrar as diferentes personalidades de Kevin em Fragmentado. Já a cena de Baby Driver apresenta a melhor forma de fazer jus ao título brasileiro “Em ritmo de fuga” e de iniciar o longa.

Em Estrelas Além do Tempo, apesar do tema profundo e constante, muitos momentos são vistos com maior leveza, a cena que escolhi, entretanto, é um dos poucos momentos em que o diálogo cria impacto sem oportunidade para pouca densidade. O último diálogo entre Charles e Logan, por sua vez, fala não apenas como a vida deveria ser, mas como os filmes de super-heróis também poderiam ser, com o “super” em meio à simplicidade.

A cena delicada de Blade Runner 2049, brinda o final do filme com a consistente discussão acerca da humanização dos replicantes. O momento protagonizado por Rey e Kylo Ren em Os Últimos Jedi rende uma belíssima sequência de ação que não se limita apenas a isto. Em Jackie, é apresentada uma cena curta e eficiente, um dos únicos momentos em que a vulnerabilidade da protagonista é realmente vista.

Os melhores momentos de Bingo se mostram quando o protagonista está vestido de palhaço, a cena escolhida é mais uma que mostra a linha tênue entre ator (Augusto Mendes) e personagem (Bingo). A cena deLion, assim como outros momentos do filme, mostra ao espectador um parâmetro da realidade que Saroo se encontra. Por fim, a combinação da trilha sonora com os movimentos corporais do próprio diretor James Gunn resultam em entretenimento puro em Guardiões da Galáxia Vol. 2.



Susy Freitas

  1. Sacrifício da Almirante Holdo, de “Star Wars: Episódio VIII – Os últimos jedi”
  2. O apocalipse, de “mãe!”
  3. Leitura de conto erótico, de “A criada”
  4. Hipnose de Chris, de “Corra!”
  5. Batalha Rey e Kylo Ren contra os guardas pretorianos, de “Star Wars: Episódio VIII – Os últimos jedi”
  6. Pagode no busão, de “Corpo Elétrico”
  7. Discussão entre Rosa e Clarice, de “Como nossos pais”
  8. Conversa com o Diretor, de “Na praia à noite sozinha”
  9. O encontro de Deckard e Rachael, de “Blade Runner 2049”
  10. Perseguição inicial, de “Em Ritmo de Fuga”

Comentários

Ainda que tenha causado confusão nos menos afeitos ao uso do silêncio como efeito dramático, a destruição do star destroyer Supremacy pelo cruzador pilotado pela Almirante Holdo (Laura Dern) é de um impacto quase inominável. Falando em impacto, o termo expressa bem como nos sentimos com o brutal sacrifício do bebê em “mãe!”, a leitura sensual de Kim Min-hee em “A criada” e o “reencontro” entre Deckard e Rachael em “Blade Runner 2049”. Na cota de momentos tensos, temos a briga entre Rosa e Clarice em “Como nossos pais”, a conversa para colocar pingos nos Is entre Young-hee e o diretor em “Na praia à noite sozinha” e a hipnose em “Corra!”. Já no quesito ressignificação de referências essenciais do cinema, impossível não lembrar a perseguição inicial de “Baby Driver” e a batalha épica de Rey e Kylo no Episódio VIII. Já o pagode no busão de “Corpo Elétrico” é pura diversão.


COMO FUNCIONA O SISTEMA DE PONTUAÇÃO DO CINE SET:

Cada um dos críticos do Cine SET elege o seu ‘TOP 10’. Critério leva em conta filmes lançados nos cinemas, streaming ou televisão no Brasil entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2017.

Para cada lista, fizemos a pontuação semelhante à da Fórmula 1:

1º lugar – 25 pontos

2º lugar – 18 pontos

3º lugar – 15 pontos

4º lugar – 12 pontos

5º lugar – 10 pontos

6º lugar – 8 pontos

7º lugar – 6 pontos

8º lugar – 4 pontos

9º lugar – 2 pontos

10º lugar – 1 ponto

Depois, tudo é somado e chegamos ao resultado final!