O Festival de Cannes teve momentos de Hollywood nesta quarta-feira (24). A estreia do remake de “O Estranho que Nós Amamos” levou Nicole Kidman, Colin Farrell, Elle Fanning, Kirsten Dunst e Sofia Coppola à França. Em coletiva de imprensa, as estrelas deram boas risadas e falaram da importância da diversidade dentro do cinema.

Estrela da edição de 70 anos do festival com três filmes e uma série, Nicole Kidman soltou uma frase que mostrou o clima de descontração das filmagens: “A única coisa que não podíamos fazer era procriar, de resto, estava tudo liberado”. A australiana falou também sobre a diferença de atuar na televisão e no cinema.

“Tenho tido muitas oportunidades nos últimos anos por conseguir trabalhar seja na televisão em séries ou em filmes para TV ou na telona mesmo. Para tudo funcionar, é preciso o diretor saber entender o meio em que está. O Jean-Marc Vallée entendeu que estava fazendo televisão em “Big Little Lies” assim como a Sofia (Coppola) ao fazer cinema em “O Estranho que Nós Amamos”, declarou, salientando ainda a importância de que as mulheres tenham mais espaço no mercado.

Afastada dos cinemas desde 2013 com “Bling Ring”, Sofia Coppola retornou no meio do embate entre as salas de exibição e os serviços de streaming em Cannes. E a cineasta não fugiu do assunto: “(Um filme) Sempre fica melhor em uma tela grande. Filmamos em grande escala e não para celular. Espero que as pessoas vejam o filme no cinema. A experiência é única em mergulhar dentro de um filme, especialmente nos dias atuais”, declarou, dando ênfase na bela fotografia feita por Philippe Le Sourd.

Sofia Coppola tem como marca uma filmografia de filmes intimistas e quase sempre em menor escala, sendo “Maria Antonieta” a única exceção. Questionada pelos jornalistas sobre a possibilidade de fazer um blockbuster, a diretora deixou aberta a possibilidade. “Adoro fazer produção de menor orçamento, pois, é onde consigo fazer as coisas do meu jeito. Acho que quando você trabalha com grandes franquias, há muitas pessoas metendo a colher e reuniões demais. Mas, nunca digo nunca”, afirmou.

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