Voltado para filmes com temática LGBT, os prêmios Teddy consagrou o Brasil na edição deste ano do Festival de Berlim. Duas produções do país, “Tinta Bruta” e “Bixa Travesty”, saíram vencedores da mostra em cerimônia ocorrida na noite da última quinta-feira (22). As informações são do colunista da Folha de São Paulo, Guilherme Genestrini.

Dirigido pela dupla gaúcha Marcio Reolon e Filipe Matzenbacher, “Tinta Bruta” ficou com o prêmio de Melhor Filme de Ficção. A produção acompanha Pedro (Shico Menegat), rapaz que vive um momento complicado, ele responde a um processo criminal ao mesmo tempo em que precisa lidar com a mudança da irmã, sua única amiga. Como forma de catarse, ele assume o codinome GarotoNeon e passa a se apresentar anonimamente na internet dançando nu na escuridão do seu quarto, coberto apenas por uma tinta fluorescente.

Já “Bixa Travesty” ganhou entre os documentários. O filme comandado comandada por Kiko Goifman e Claudia Priscilla traz o corpo político da cantora transexual negra Linn da Quebrada sendo a força motriz. O longa a captura em sua esfera pública e privada, ambas marcadas não só por sua presença de palco inusitada, mas também por sua incessante luta pela desconstrução de esteriótipos de gênero, classe e raça.

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