O Centro Popular do Audiovisual apresenta mais uma edição do Diálogos Audiovisuais. Neste mês a atividade irá exibir e debater o documentário “Noite Suja” no sábado, 27, a partir das 16h na sede do Coletivo Difusão (Rua Boa Sorte, 555. Bairro Presidente Vargas).

O tema em destaque é o movimento drag chamado “Noite Suja”. Por meio de entrevistas montou-se um documentário onde mostra como nasceu o projeto, quem são seus idealizadores e como a Noite Suja tornou-se o cenário para o surgimento de uma nova geração de drag queens na capital paraense. O trabalho busca retratar a particularidade das drags, seu discurso político, sua relação com a sexualidade, seu entendimento sobre gênero e a forma como transitam entre o feminino e o masculino. Busca-se também entender a forma de se construir um produto audiovisual documental não-ficcional e desenvolver todas as suas etapas de maneira experimental e intuitiva, partindo de um olhar sensível e pessoal.

Na busca de compartilhar essa iniciativa, o CPA  convidou o pesquisador e estudante de jornalismo Allyster Fagundes para participar do “Diálogos Audiovisuais” com a finalidade de estimular a viabilização de ideias a partir do desejo e a curiosidade.

A proposta dos “Diálogos Audiovisuais” é aproveitar a exibição do documentário para debater questões de gênero e identidade, além da construção de narrativa dessas comunidades no mês que simboliza a luta pelo combate a LGBTfobia. Paulo Trindade, um dos coordenadores do CPA, destaca a proposta desta atividade “A LGBTfobia mata a cada 25 horas no Brasil. Não podemos fechar os olhos para esse tipo de violência. A pesquisa e a obra audiovisual realizada pelo Allyster fortalecem o protagonismo das drag queens, e sua criação artística com uma linguagem mais afetiva. Apresenta uma síntese da realidade dessa comunidade no Norte do país”. Assim, o ‘Diálogos Audiovisuais’  vem de encontro a essa necessidade de colocarmos em contato pesquisadores, profissionais e o público da cidade interessado no tema.

Allyster Fagundes é estudante de jornalismo da Faculdade Estácio FAP. Integra a Companhia de Teatro Paraense dos Potoqueiros. Já trabalhou na Universidade Federal Rural da Amazônia – UFRA, Secretaria de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda – SEASTER/PA e Rádio Cultura do Pará. Sobre o sua obra comenta “É o registro de um movimento que surgiu como uma festa onde as pessoas podiam se expressar artisticamente. Hoje as drags que fazem parte do Noite Suja se encontram e vão montadas para parques de diversões, vão montadas para pizzaria. Elas começaram a frequentar lugares que ‘não eram’ lugares para drag queens. O que isso é uma grande besteira, afinal o lugar da drag queen é o lugar onde ela quiser estar!”

com informações de assessoria

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