Pawel Pawlikowski segue em alta no cinema mundial. Depois de conquistar o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por “Ida”, o cineasta polonês, agora, leva o prêmio de Melhor Diretor do Festival de Cannes pelo trabalho em “Cold War”. A produção foi uma das mais elogiadas da mostra competitiva deste ano.

O longa se passa durante a Guerra Fria, entre a Polônia stalinista e a Paris boêmia dos anos 50. Um músico amante da liberdade e uma jovem cantora com histórias e temperamentos completamente diferentes vivem um amor impossível. Em sua resenha de cinco estrelas, Peter Bradshaw, do jornal Guardian, qualificou “Cold War” como um “filme misterioso, musicalmente glorioso e visualmente arrebatador”, e “requintadamente arrepiante”.

Indagado por que a Guerra Fria oferece um bom pano de fundo para um drama romântico, Pawlikowski respondeu: “Havia muitos obstáculos na época, e o amor é, em grande parte, uma questão de superar obstáculos”. O filme também se inspira na experiência pessoal. Pawlikowski, hoje com 60 anos, foi para o exílio aos 14 anos, quando sua mãe bailarina fugiu com ele para o Ocidente. Os protagonistas de “Cold War” foram batizados em homenagem aos seus falecidos pais.

A cerimônia de premiação do júri presidido por Cate Blanchett acontece neste sábado (19) no Palácio dos Festivais.

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