O Irã escolheu o polêmico “Maomé: O Mensageiro de Deus” para representar o país por uma vaga na categoria de Melhor Filme Estrangeiro do Oscar 2016. Dirigido por Majid Majidi e com trilha sonora de A.R. Rahman (“Quem Quer Ser um Milionário?”), o blockbuster orçado em 40 milhões de dólares, financiado pelo governo da República Islâmica, retrata a infância do profeta muçulmano.

A polêmica despertada pelo filme se deve à representação do líder religioso, algo mal visto pelo Islã. Grupos na Índia se posicionaram contra “Maomé: O Mensageiro de Deus”, além de ter sido reprovado por autoridades religiosas sunitas. De qualquer maneira, a produção estreou no Irã em 320 cinemas, sendo lançado também no Festival de Montreal, em agosto.

O Irã busca o segundo Oscar do país: a primeira estatueta saiu com “A Separação”, em 2012.

Itália na briga

Maior vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro com 11 estatuetas, a Itália selecionou “Non Essere Cattivo” para representar o país. Produção dirigida por Claudio Caligari se passa no início dos anos 1990 em Ostia, nos arredores de Roma, no mundo das drogas sintéticas, cocaína, carros rápidos e discotecas.

Exibido no Festival de Veneza deste ano, “Non Essere Cattivo” teve a indicação facilitada por produções conceituadas como “Youth”, de Paolo Sorrentino, e “The Tale of Tales”, de Mateo Garrone, serem faladas em inglês. A produção, entretanto, superou o favorito “Mia Madre”, de Nani Moretti, na briga pela vaga italiana.

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