Foi um papel que Robin Williams quis interpretar em homenagem a seu amigo e ator Christopher Reeve – a história real de um tetraplégico que se consagra na profissão.

Embora Robin Williams, que cometeu suicídio em 2014, jamais tenha tido chance de fazer o papel, seu interesse pelo cartunista John Callahan ajudou a levar sua história às telas em uma cinebiografia que concorre ao Urso de Ouro do Festival Internacional de Cinema de Berlim.

“Don’t worry, he won’t get far on foot”, baseado no livro de memórias de 1989 de Callahan, mostra o jovem festejando e mergulhado no alcoolismo quando um acidente de carro em uma noite de bebedeira o deixa tetraplégico aos 21 anos.

O filme acompanha sua carreira como criador de charges contundentes que muitas vezes tratavam do lado obscuro da natureza humana enquanto luta com sua dependência de álcool.

O diretor Gus Van Sant contou que Robin Williams lhe pediu para transformar as memórias em um roteiro.

“Ele gostava do trabalho de John Callahan – ele o viu em seu jornal local de San Francisco –, e Christopher Reeve era um amigo dele que havia tido um acidente, e ele queria muito interpretar um tetraplégico, em parte em homenagem ao amigo, que era tetraplégico”, disse Van Sant.

A cinebiografia mostra Callahan nos Alcoólicos Anônimos, revelando como ter sido abandonado pela mãe na infância o levou a beber.

No fim das contas, o papel principal ficou com Joaquin Phoenix.

da Agência Reuters

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