Nem o Oscar de “Moonlight” ou os sucessos de “Mulher-Maravilha”, “Corra!” e “Estrelas Além do Tempo” foram suficientes para Hollywood fazer uma boa representação das minoria. Estudo divulgado pela Media, Diversity & Social Change Initiative da Universidade do Sul da Califórnia aponta que os filmes produzidos nos EUA seguem tendo homens brancos e héteros como figuras predominantes. As informações são do site do jornal inglês The Guardian.

A pesquisa analisou os 900 filmes mais populares entre 2007 e 2016, excluindo 2011 por ter sido separado para um outro estudo. Levando em consideração somente as 100 produções de 2016, apenas 31,4% delas trazia mulheres com falas, enquanto não-brancos tinham 29,1%, 13,6% negros, 5,7% asiáticos e 3,1% hispânicos. A situação piora quando vai para os personagens LGBTs: 1,1%. Vale lembrar que foi justamente o ano do lançamento de “Moonlight”.

Atrás das câmeras, o problema permanece: apenas 4,2% dos diretores dos 100 filmes mais populares de 2016 eram mulheres, sendo nenhuma delas negra. Quando a conta inclui roteiristas e produtores, apenas 17,8% são do sexo feminino.

“Estes são problemas sistêmicos e contínuos. É impossível olhar este estudo e não concluir que muito da luta fora das telas por maior representatividade não está sendo bem-sucedida. Os números comprovam que apagar diferentes grupos sociais continua sendo aceito. Este cenário do cinema é um retrato da exclusão”, declarou o líder da pesquisa, a professora Stacy L Smith.

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