Diferente de muitos colegas, Martin Scorsese não é contra a Netflix e até está fazendo o novo filme da carreira com a empresa, “The Irishmen”. Porém, das novidades cinematográficas dos últimos anos, os agregadores de críticas na internet, Rotten Tomatoes e CinemaScore, não convencem o diretor. Pelo contrário: o responsável por clássicos como “Taxi Driver” e “O Lobo de Wall Street” considera que os dois sites desvalorizam o cinema. As informações são do site Indiewire.

Segundo Scorsese, o principal problema dos agregadores de críticas é que exige uma avaliação instantânea do espectador, muitas vezes, sem que pense de fato na obra. “Eles reforçam a ideia horrível de que cada filme, todas as imagens estão ali para serem julgadas logo e dispensadas sem dar ao público tempo para vê-las. (É necessária a) Hora de ver, talvez ruminar e talvez tomar uma decisão por si mesmos. Assim, a grande forma de arte do século XX, a forma de arte americana, é reduzida ao conteúdo”, declarou.

“Tudo pode ser resumido na palavra que está em uso agora: conteúdo. Todas as imagens do filme estão agrupadas. Você tem filmes, episódio de TV, novo trailer, um vídeo explicativo sobre uma cafeteira, um comercial do Super Bowl, Lawrence da Arábia, é tudo igual. Eles podem desistir de um filme e ir direto para o próximo pedaço de conteúdo. Se não há nenhuma noção de valor atrelada a determinado filme, claro que ele pode ser pode ser provado em pedaços e esquecido”, completou Scorsese.

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