O sindicato de policiais de Nova York pediu um boicote aos filmes de Quentin Tarantino após o premiado diretor protestar contra as mortes de suspeitos desarmados nas mãos da polícia.

“Não é surpresa que alguém que faz filmes glorificando a violência odeie policiais também”, afirmou Patrick Lynch, presidente da Patrolmen’s Benevolent Association. “É hora de um boicote aos filmes de Quentin Tarantino”, completou.

O último filme de Tarantino, “Os 8 Odiados” – sobre caçadores de recompensas em Wyoming após a Guerra Civil americana – vai estrear nos Estados Unidos no Natal.

A obra segue uma série de sucessos de bilheteria, incluindo “Django Livre”, “Cães de Aluguel” e “Pulp Fiction”, que renderam ao diretor estatuetas do Oscar e mais diversos prêmios.

“Os policiais que Quentin Tarantino chama de ‘assassinos’ não fazem parte de nenhum de suas fantasias depravadas – eles estão arriscando e muitas vezes sacrificando as próprias vidas para proteger comunidades de crimes e desordens reais”, disse o representante dos policiais.

O diretor de 52 anos esteve em uma marcha que uniu centenas de pessoas em Nova York (EUA) no último sábado (24) para protestar contra a brutalidade policial.

As mortes de homens negros ao longo do ano geraram protestos nacionais contra atitudes injustas da polícia em relação a negros e latinos.

“Nada tem sido feito sobre isso. É esse o motivo de estarmos aqui”, afirmou Tarantino à AFP durante o protesto.

Um balanço do jornal The Guardian afirma que mais de 930 pessoas foram mortas por policiais nos Estados Unidos neste ano até o momento, entre elas 436 brancas, 226 negras e 143 latinas.

As autoridades policiais dos Estados Unidos afirmam que um agente é morto em atividade a cada 60 horas.

da Agência France Press

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