A RioFilme aproveitou o burburinho do mercado de Cannes para apresentar seu plano de financiamento para este ano, que terá R$ 7 milhões em recursos para cinema e TV. Desde a saída do então presidente da empresa municipal, Sérgio Sá Leitão, em janeiro, profissionais cariocas vinham questionando a continuidade dos programas de fomento à produção local.

O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Cultura do Rio, Marcelo Calero. A maior das linhas lançadas é a de produção e pós-produção de longas, uma parceria com a Agência Nacional do Cinema, no valor de R$ 4 milhões. Estão previstos ainda este ano editais para desenvolvimento de séries de TV (R$ 1 milhão), produção de curtas e desenvolvimento de longas (R$ 800 mil cada) e atividades comunitárias (R$ 400 mil).

A última linha é a novidade da atual gestão municipal da cultura no Rio, que inclui Mariana Ribas como presidente da RioFilme e Ana Letícia Leite como diretora comercial da companhia. Voltada ao estímulo da atividade audiovisual em comunidades, a linha inédita visa desenvolver projetos, atividades e iniciativas voltadas à produção. Os candidatos podem ser tanto indivíduos como instituições.

O lançamento das linhas foi destaque na especializada Variety. Em reportagem de seu enviado a Cannes, o veículo ressaltou o cenário de incerteza causado pela crise econômica no país e a queda dos preços de commodities como o petróleo. Embora mais magros – nos últimos dois anos, as linhas da RioFilme totalizaram R$ 10 milhões -, os recursos deste ano não encolheram tanto quanto parte do mercado esperava.

As inscrições para as linhas começam em junho, depois da publicação das regras dos editais ainda este mês. Os resultados devem ser divulgados em setembro, depois da avaliação dos projetos por um júri misto de profissionais da RioFilme e especialistas do mercado. Coproduções internacionais poderão se inscrever, desde que as empresas estejam inscritas na Ancine e 70% dos recursos sejam gastos na cidade.

Em depoimento à Variety, a diretora comercial margeou a polêmica que se estabeleceu no ano passado, com um grupo de realizadores questionando os investimentos da companhia em projetos com vocação comercial. “Tivemos uma demanda forte da indústria para equilibrar os investimentos. Agora, a RioFilme está tentando fazer isso, mas não vamos parar de investir em filmes comerciais”, disse, acrescentando que a proporção será de 50%-50%.

do site Filme B

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