Chegou o dia: o Museu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas está aberto para todo o público em Los Angeles. A cerimônia de inauguração aconteceu nesta quinta-feira, 30 de setembro, na The Walt Disney Company Piazza. O passeio promete ser parada obrigatória para cinéfilos do mundo inteiro por contar com um acervo histórico não apenas da Academia como dos estúdios de Hollywood e do cinema mundial.  

Com sete andares em 27.870 metros quadrados, o Museu da Academia combina duas estruturas contrastantes: o edifício renovado e expandido da May Company, um marco no estilo Streamline Moderne de 1939 agora rebatizado como Edifício Saban em homenagem aos benfeitores Cheryl e Haim Saban, e um novo edifício esférico de vidro e concreto. 

Museu custou o equivalente a R$ 2,5 bilhões.

Para celebrar a chegada do Museu da Academia, o Cine Set elenco atrações imperdíveis para você conferir assim que for possível, ou seja, quando o dólar cair: 

Exposição Histórias do Cinema 

Bruce Lee será homenageado no segundo andar do Museu da Academia na Galeria Wanda.

A principal exposição de abertura do Museu da Academia conecta os visitantes do museu à história internacional complexa e comemorativa dos filmes. Ela começa no Sidney Poitier Grand Lobby com uma apresentação introdutória de 13 minutos em várias telas, justapondo clipes e fotos de 700 filmes que abrangem obras dos irmãos Lumière até os dias atuais.  

No segundo andar, na Galeria Wanda, projeções que vão do piso ao teto trazem clipes de filmes apresentados nas galerias seguintes. Os visitantes seguem para a galeria Filmes e cineastas importantes, onde seis vinhetas mostrarão elementos e legados de filmes como “Cidadão Kane” (1941) e “Mulheres de verdade têm curvas” (2002) e de artistas como a montadora Thelma Schoonmaker, o astro Bruce Lee, o diretor de fotografia Emmanuel “Chivo” Lubezki e diretor e produtor Oscar Micheaux. 

 A HISTÓRIA DO OSCAR

De “Aurora” a “Moonlight”, 20 estatuetas históricas estarão expostas no Museu da Academia.

As galerias de História do Oscar começam em uma galeria circular situada no 2o andar do icônico cilindro de ouro do Edifício Saban e destacam os troféus do Oscar de 20 prêmios históricos, começando com Melhor Fotografia para Aurora (1927) e terminando com o prêmio de Melhor Roteiro para Barry Jenkins por Moonlight: Sob a Luz do Luar (2016).

Em seguida, os visitantes passam para uma galeria maior contendo um passeio cronológico pela história do Oscar de 1929 até os dias atuais, uma visão geral das origens do Oscar e da Academia, as vitórias memoráveis e derrotas notórias, a moda nas cerimônias de premiação e telas ao redor de toda a galeria exibindo discursos importantes de recebimento do Oscar.

HAYAO MIYAZAKI NO CENTRO DAS ATENÇÕES

Academia homenageia o diretor de sucessos como “Meu Amigo Totoro” e “A Viagem de Chihiro”.

Mestre do Studio Ghibli, Hayao Miyazaki ganha a primeira retrospectiva de museu na América do Norte. Em exibição na Galeria Marilyn e Jeffrey Katzenberg do museu, a exposição apresenta aproximadamente 400 objetos de cada um dos filmes de animação de Miyazaki, incluindo Meu amigo Totoro (1988) e o vencedor do Oscar A viagem de Chihiro (2001). Os visitantes viajarão pela carreira de seis décadas do cineasta por meio de uma apresentação dinâmica de quadro de imagens originais, designs de personagens, storyboards, layouts, planos de fundo, pôsteres e células, incluindo peças em exposição pública fora do Japão pela primeira vez, bem como projeções em larga escala de clipes de filmes e ambientes imersivos.

Organizada tematicamente em sete seções, a exposição é criada como uma viagem. Para entrar, os visitantes seguem Mei, de quatro anos, personagem de Meu amigo Totoro, para dentro da galeria Túnel de Arvore, um espaço de transição que leva o visitante aos mundos encantados de Miyazaki. Na galeria, os visitantes encontrarão os protagonistas de Miyazaki – muitos dos quais são femininos – e explorarão como eles foram desenvolvidos do conceito à criação; os visitantes saberão mais sobre os primeiros trabalhos de Miyazaki como animador e sua colaboração de longa data com o falecido Isao Takahata, com quem fundou o Studio Ghibli. Uma seção especial sobre a produção de Nausicaä do Vale do Vento (Nausicaä of the Valley of the Wind) (1984) explora o processo singular de Miyazaki para criar filmes.

Mais profundamente na exposição, a galeria Criando Mundos captará o contraste entre as representações de Miyazaki de ambientes naturais pacíficos e os ambientes industriais dominados por trabalho e tecnologia que também são frequentemente apresentados em seus filmes. Os visitantes podem ver quadros de imagens e planos de fundo que oferecem uma visão sobre a imaginação de Miyazaki e explorar o fascínio de Miyazaki por estruturas verticais complexas, como o famoso balneário em A viagem de Chihiro e o mundo subaquático de Uma Amizade que Veio do Mar (Ponyo) (2008), bem como o interesse de Miyazaki sobre voar, visto em O Último Herói Romântico (Porco Rosso) (1992) e Vidas ao Vento (The Wind Rises) (2013). Em um dos destaques da exposição, os visitantes podem desfrutar de um momento de tranquila contemplação na instalação Vista do Céu, abordando outro tema frequente nos filmes de Miyazaki: o desejo de refletir e sonhar.

Museu da Academia preparou um catálogo ilustrado de 288 páginas para o público acompanhar a exposição sobre Miyazaki.

Em seguida, os visitantes entram na galeria Transformações, uma experiência proporcionada por imagens em movimento que apresenta alguns dos temas mais desafiadores recorrentes em seus filmes, como guerra e poluição, antes de entrarem na imersiva Floresta Mágica com a instalação Árvore Mãe. Estáticas, no limiar entre o sonho e a realidade, árvores colossais e místicas em muitos dos filmes de Miyazaki representam uma conexão ou um portal para outro mundo. Na floresta, os visitantes descobrirão espíritos que aparecem e desaparecem e poderão ler poemas de Miyazaki. Por último, a exposição é encerrada com o portal mágico de A viagem de Chihiro, por meio do qual os visitantes – acompanhados pelos passos de Chihiro – sairão da exposição para retornar ao mundo real.

Para acompanhar a exposição Hayao Miyazaki, haverá um catálogo ricamente ilustrado de 288 páginas publicado pelo Museu da Academia e pela DelMonico Books e distribuído mundialmente pela D.A.P. Artbook. O catálogo inclui prefácio de Toshio Suzuki, ensaios de Pete Docter, Daniel Kothenschulte e Jessica Niebel e a filmografia do artista. Em toda a duração da exposição, ela terá o apoio de programas públicos, produtos exclusivos do Studio Ghibli à venda na Loja do Academy Museum e exibições de filmes em inglês e japonês nos cinemas de última geração do museu.

Em diálogo com a exposição Hayao Miyazaki, o museu instalou o Zoetrope em 3D do Toy Story da Pixar na galeria Warner Brothers adjacente no quarto andar. Inspirada por um aparelho semelhante fabricado pelo Studio Ghibli, em meados dos anos 2000, a Pixar construiu um zootrópio gigante que apresentava os personagens inesquecíveis do filme Toy Story (1995). Eles começaram montando 214 maquetes do Toy Story, cada uma posicionada em uma sequência de posturas, em uma plataforma giratória. Enquanto a plataforma gira e as luzes estroboscópicas piscam, os personagens ganham vida: Woody e seu cavalo Bala no Alvo saltam em uma direção; Buzz rola em uma bola da Pixar em outra direção; Jessie, a vaqueira, de Toy Story 2, dança dentro de um laço; e homens do exército saltam de paraquedas do céu enquanto alienígenas de três olhos acenam e brincam.

SPIKE LEE E PEDRO ALMODÓVAR HOMENAGEADOS

Figurino de “Faça a Coisa Certa” e a roupa usada por Spike Lee na cerimônia de 2019 estarão na exposição.

O mestre japonês não será o único homenageado nos primeiros meses do Museu da Academia: Spike Lee abre a galeria Director’s Inspiration com uma coleção pessoal de objetos do diretor vencedor do Oscar por “Infiltrado na Klan”, como uma guitarra de Prince, com quem ele colaborou.

Baseada no próprio relato de Spike Lee sobre o processo criativo, a galeria considera sua obra e a inspiração por trás de alguns de seus títulos mais icônicos, além de temas e colaboradores recorrentes.

Vontade de entrar nesta foto repleta de Pedro Almodóvar em 3, 2, 1…

No terceiro andar do Museu da Academia, a exposição Histórias do Cinema continua com um espaço de instalação de co-curadoria por uma lista rotativa de artistas do cinema internacional, começando com Installation: Pedro Almodóvar.

A galeria conta com 12 telas, cada uma apresentando um tema ou uma cena importante encontrada na obra do diretor vencedor do Oscar. 

DO SOM À MAQUIAGEM: ÁREA TÉCNICA PRESTIGIADA

Seção de figurinos traz peças clássicas do cinema até o recente “Rocketman”, cinebiografia de Elton John.

Ao lado da galeria A Arte do Cinema, há uma série de galerias destinadas a componentes da arte do cinema: a galeria Performance, que explora o elenco e a atuação por meio de testes de cinema, fitas de audição e cartões de elenco; a galeria Imagem, uma sala de projeção com uma montagem de entrevistas com cineastas, gerentes de locação e designers de produção; a galeria Som, uma sala de projeção que explora componentes e camadas de projeto de som usando um estudo de caso, desenvolvido pelo designer de som vencedor do Oscar Ben Burtt, de uma cena de Indiana Jones e Os Caçadores da Arca Perdida (1981); e a galeria Identidade, que mergulha na história e no impacto da arte de figurino, cabelo e maquiagem.

A galeria Identidade contém mais de 40 trajes e esboços de figurino em exposição, representando grande parte da história do cinema do século passado, incluindo Os Homens Preferem as Loiras (1953) e O Mágico Inesquecível (1978). Além disso, há uma mostra com destaque para uma única figurinista, que abre com figurinos desenhados por Mary Zophres.

Na seção de maquiagem e penteados da galeria Identidade, os visitantes verão o teste de pele de King Kong (1976) esculpido por Rick Baker; uma seção sobre as transformações de Charlize Theron em Desejo Assassino (2003), Mad Max: Estrada da Fúria  (2015) e O Escândalo (2019); moldes de gesso de Grace Kelly, Clark Gable, Mel Brooks e Don Cheadle; diagramas e cartões de maquiagem de Kirk Douglas, Marilyn Monroe, Sessue Hayakawa e Whitney Houston; referências de continuidade de Frida (2002) e O Clube da Felicidade e da Sorte (1993); e um estudo de caso sobre Meu Nome é Dolemite (2019). A galeria Identidade também explorará exemplos de como o cabelo e a maquiagem foram usados para perpetuar estereótipos raciais no cinema.

Galeria traz peças conceituais de filmes de fantasia.

A galeria final na instalação do segundo andar chama-se Impacto/Reflexão e explora como documentários e filmes narrativos podem desencadear uma mudança cultural, estruturada em torno de quatro áreas de impacto social para a rotação de abertura: Vidas Negras Importam, #MeToo, relações de trabalho e mudanças climáticas.

Inventando Mundos & Personagens abrange três galerias: Animation, Effects e Encounters. A galeria Animação explora a animação tradicional, o stop-motion e a animação digital e celebra as realizações dos artistas por trás de alguns dos filmes de animação mais amados do mundo, incluindo Lotte Reiniger, Tyrus Wong, Katsuhiro Ôtomo e Pete Docter. A galeria Efeitos abordará criadores de efeitos especiais influentes, como Georges Méliès, e destacará momentos importantes de efeitos especiais e visuais em filmes, incluindo O Exterminador do Futuro 2 – O Julgamento Final (1991) e Avatar (2009). A galeria Encontros (Encounters) contempla a arte que dá vida aos mundos de ficção científica, fantasia e terror, apresentando cenários originais, trajes e personagens icônicos, incluindo C-3PO, E.T., Okoye e Edward Mãos de Tesoura. Conectada à galeria Encontros, temos Behold, uma instalação original do designer de som vencedor do Oscar Ben Burtt. Essa experiência de 320 graus apresentada em uma sala de projeção cilíndrica narra a evolução do espaço sideral e do futurismo no cinema.

OBJETOS HISTÓRICOS

Cinématographe Lumière estará na exposição O Caminho para o Cinema.

O Caminho para o Cinema: Destaques da Coleção de Richard Balzer está localizada na Galeria LAIKA no terceiro andar. A exposição daquela que é amplamente considerada a coleção mais importante do mundo de brinquedos e dispositivos pré-cinematográficos explorará a vasta história do entretenimento visual que levou à invenção do cinema, desde jogos de sombras, peep shows, lanternas mágicas, zootrópios e praxinoscópios até o Cinématographe Lumière, o primeiro projetor de cinema de sucesso do mundo. Os visitantes desta exposição experimentarão essas invenções maravilhosas em primeira mão e apreciarão as maravilhas de um show de lanternas mágicas criado especificamente para esta exposição.

A dramática Galeria Hurd, com mais 10 metros de pé-direito duplo, fará a estreia da exposição Cenário de fundo: Uma Arte Invisível, que apresenta aos visitantes a história do cenário de fundo de Hollywood e destaca uma pintura de cenário de fundo monumental — a icônica pintura do Monte Rushmore em Intriga Internacional (1959), de Alfred Hitchcock — considerando a arte e as imagens controversas. O cenário de fundo foi criado pelos artistas cênicos George Gibson, Ben Carré, Wayne Hill, Clark Provins, Harry Tepker, Al Londraville e Duncan Spencer em 1958 e foi guardado por muitas décadas na J.C. Backings Corporation antes de ser cedido ao Academy Museum.

Só resta torcer para o dólar baixar e podermos conferir de perto este museu MARAVILHOSO!

Os ingressos gerais para as exposições do Museu custam US$ 25 para adultos, US$ 19 para pessoas de terceira idade (maiores de 62 anos) e US$ 15 para estudantes. A entrada é gratuita para visitantes de 17 anos ou menos e residentes da Califórnia. 

com apoio de informações de assessoria

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