Vamos começar pela parte previsível para depois irmos para onde está mais emocionante: as disputas de Atuação estão definidas. Aliás, o SAG foi chatíssimo por causa disso: todos os favoritos ganharam, não teve uma surpresa nas categorias individuais.  

Laura Dern, de “História de um Casamento”, Brad Pitt, por “Era uma vez em Hollywood”, Joaquin Phoenix, de “Coringa” e Renée Zellwerg, por “Judy” dominaram até aqui. Venceram o Globo de Ouro, Critics Choice e o SAG. 

Se eles conquistarem o Bafta e tem tudo para isso acontecer, aí só um fato completamente raro pode tirar estes prêmios deles. Mira Sorvino, de “Poderosa Afrodite”, e Marcia Gay Harden, por “Pollock”, em Melhor Atriz Coadjuvante, James Coburn, por “Temporada de Caça”, em Melhor Ator Coadjuvante, e o Adrien Brody, de “O Pianista”, em Melhor Ator conseguiram ganhar o Oscar sem vencer nenhum prêmio anterior. 

Já em Melhor Filme, a corrida rumo ao Oscar começou a ganhar contornos mais claros. Um dos termômetros mais confiáveis para o prêmio da Academia, o PGA, prêmio do Sindicato dos Produtores elegeu “1917” o filme do ano. Isso ajuda demais por conta de três fatores: 

  • Primeiro é o histórico: em 21 de 30 vezes, o vencedor do PGA foi o mesmo do Oscar.  
  • Segundo é que o sistema de votação do PGA é preferencial; nele, o votante elenca do filme que mais gostou até o que considerou pior. Esse é o mesmo sistema de votação do Oscar, o que permite dar uma boa noção de como está cada filme.  
  • Por fim, é o largo número de produtores votantes no Oscar, 26% do total da Academia. 

“1917” ainda conta com o fato de ser o representante do cinema tradicional, lançado nas salas de exibição e da escala gigantesca com um trabalho técnico impecável em diversas áreas, o que o torna um provável vencedor nas mais diversas categorias. Caso o Sam Mendes o DGA, o prêmio do Sindicato dos Diretores, chega no Oscar como candidato a ser batido. 

O maior rival dele neste momento é o “Parasita” que teve uma sequência de vitórias nos prêmios dos sindicatos impressionante. O filme sul-coreano se tornou a primeira produção não falada em inglês a vencer o prêmio de Melhor Elenco do SAG, o Sindicato dos Atores. Antes disso, foram aplaudidos de pé durante a festa.  

Vale lembrar que a categoria conta com 1324 membros no Oscar e o número de profissionais vindos do exterior como votantes aumentou significativamente nos últimos anos, dando uma diversidade que pode beneficiar o filme. “Parasita” também venceu o Sindicato dos Montadores, categoria-chave no Oscar, e dos Editores de Som. 

O “Parasita” ainda conta com um fator histórico que atrapalha o “1917”: o filme do Sam Mendes não está indicado em Melhor Montagem e em nenhuma categoria de atuação. A última vez que uma produção nesta mesma situação venceu foi “Cavalgada” em 1934. O Sindicato dos Diretores se tornou o grande fiel da balança: quem vencer, provavelmente, será o ganhador. 

Por outro lado, o fim de semana foi terrível para “Era uma vez em Hollywood” e “O Irlandês”. Perder o Sindicato dos Produtores era até esperado para o filme do Tarantino, o que ele, porém, não contava era com a derrota no SAG de Melhor Elenco ainda mais com um time liderado por Brad Pitt, Leonardo DiCaprio e Margot Robbie.  

Essa era uma vitória que estava no cálculo da Sony Pictures para se manter viva na disputa, afinal de contas, no sindicato dos diretores, o Tarantino tem poucas chances de vitória e no dos roteiristas, ele não pode concorrer. A sensação é que o filme regrediu muitas casas após começar bem na temporada de premiações e vai tentar um último suspiro no DGA e também no Bafta. 

Já “O Irlandês” parece seguir cada vez mais o mesmo caminho de filmes como “Nasce uma Estrela” “Boyhood” e “Trapaça”: da promessa de provável campeão até um desempenho tímido na temporada de premiações. É uma pena gigantesca por ser um dos trabalhos mais ousados do Scorsese e acompanhado de um elenco genial. Pior de tudo é que não nem uma questão de rejeição à Netflix; parece ser uma rejeição ao próprio filme, especialmente, ao tempo de duração dele, algo que, para os dias atuais, parece ser inconcebível. 

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