O cinema do Amazonas registra mais uma importante perda em 2019: Luiz Maximino de Miranda Corrêa morreu aos 84 anos, na última quarta-feira (10), na cidade de Caxias do Sul, no interior do Rio Grande do Sul. Segundo informações da Academia Amazonense de Letras, a causa da morte foi um mal súbito. A Prefeitura de Manaus decretou luto oficial de três dias.

Luiz Maximino de Miranda Corrêa foi produtor do filme dirigido pelo escritor Márcio Souza, “A Selva”. “Eu, Márcio (Souza) e Geraldo (Broch) éramos iniciantes. Foi um filme corajoso. Se fazer cinema no Brasil é difícil até hoje, imagine naquela época”, declarou em entrevista ao jornal A Crítica durante o Amazonas Film Festival 2009 em que foi jurado da mostra competitiva logal. Também esteve na mesma função em projetos como “Os Foragidos da Violência”, “Como Matar uma Sogra”.

Esteve também envolvido na vinda do lendário Glauber Rocha para Manaus. O mestre do Cinema Novo brasileiro realizou “Amazonas, Amazonas” entre dezembro de 1965 e janeiro de 1966. A participação e os relatos de Luiz Maximino de Miranda Corrêa sobre esta passagem estão disponíveis no livro “Amazônya de Glauber Rocha”, de Rosiel Mendonça.

Somente neste ano, o cinema amazonense perdeu nomes fundamentais como Joaquim Marinho, Óscar Ramos, Luiz Vitalli e Selma Bustamante.

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