Os Bons Companheiros, de Martin Scorsese

10. Os Bons Companheiros

https://www.youtube.com/watch?v=QEwJdGfi1p8

“Desde que me lembro, sempre quis ser um gângster”. A apresentação perfeita de um personagem (no caso, o Henry Hill de Ray Liotta). Em um minuto, Scorsese nos mostra quem é Hill no trio de ‘bons companheiros’, a forma como eles agem e nos entrega uma das frases mais icônicas do cinema, embalada pela deliciosa “Rags to Riches”.


Hans Landa (Christoph Waltz) em Bastardos Inglórios

9. Bastardos Inglórios

Quentin Tarantino trabalha a tensão como nunca nos primeiros minutos de “Bastardos”. Ao passo que vamos conhecendo Coronel Hans Landa (e, por que não dizer, Christoph Waltz), nos contorcemos esperando que alguém morra. Assustador, mas, ainda assim “zoeiro”, como um bom filme de Tarantino. Au revoir, Shoshanna!

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Drew Barrymore em Pânico

8. Pânico

“Pânico” tinha tudo para ser mais um filme da safra “teen” dos anos 90. No entanto, deu novo fôlego ao terror/slasher com um início de prender a respiração. Engraçado, autodepreciativo e surpreendente (sem falar na escolha ‘psicoseana’ de matar a atriz mais famosa do elenco logo de cara). Infelizmente, a franquia e os filmes que vieram no embalo não seguiram essa genialidade, mas sempre teremos 1996.


Rooney Mara e Jesse Eisenberg em A Rede Social

7. A Rede Social

A personagem Erica Albright (Rooney Mara) nem existe na vida real, mas é protagonista de um dos melhores momentos deste filme de David Fincher. O diálogo afiado de Aaron Sorkin encontra a precisão cirúrgica do cineasta em um dos términos de namoro mais cruéis do cinema recente – e, de quebra, nos mostra em algumas muitas frases de efeito quem é esse tal de Mark Zuckerberg (ou, pelo menos, o Mark da visão Sorkiana-Fincheriana).


O Resgate do Soldado Ryan

6. O Resgate do Soldado Ryan

Uma bandeira norte-americana tremulando ao início de um filme de guerra? Me conte uma novidade. O início de “O Resgate do Soldado Ryan” tinha tudo para ser o começo de uma série de clichês, mas, graças a um Steven Spielberg quase tão inspirado quanto em “A Lista de Schindler”, o que temos é uma dolorosa viagem ao passado, embalados pela imponente trilha de John Williams. Em seguida, vemos uma das batalhas mais bem filmadas do cinema, a dos soldados americanos no Dia D.


A Marca da Maldade

5. A Marca da Maldade

Começar um filme, nos anos 1950, em plano-sequência não devia ser das tarefas mais fáceis. Mas deixe essa tarefa com o menino-prodígio do cinema norte-americano e você ganha uma das sequências mais bacanas já produzidas pela sétima arte. A tensão toma conta do espectador, que acompanha um explosivo sendo colocado dentro de um carro e segue esse veículo pelos próximos minutos. Quando ele finalmente sai de quadro, explode. Tensão para ninguém botar defeito.


Era Uma Vez no Oeste

4. Era Uma Vez no Oeste

https://www.youtube.com/watch?v=7ijv0BY22IM

Tirando a gastura pelo uso de giz em quadro negro, “Era Uma Vez no Oeste” começa já com toques de obra-prima. O silêncio característico dos filmes de bangue-bangue, perturbado pelos ‘sons ambientes’. A promessa de um duelo. A ameaça latente dos personagens, evidenciada pelos close-ups. A vítima em potencial, que ganha a nossa torcida. Nem sabemos ainda qual vai ser a história – até porque é tanta surpresa durante o filme -, mas já estamos intrigados o suficiente para seguir com ela.


Anticristo, de Lars Von Trier

3. Anticristo

Uma das cenas mais lindas que já vi é também uma das mais angustiantes, e o prelúdio de uma dor sem fim. Imagine você perder um filho. Imagine que o acidente que mata esse filho acontece quando você e o pai da criança estão transando. Filmada em preto e branco e em slow motion, a cena é um crescendo doloroso, evidenciada pela pungente canção “Lascia chi’o pianga”.


2001: Uma Odisseia no Espaço

2. 2001 – Uma Odisseia no Espaço

É humanamente impossível ser cinéfilo e não se arrepiar ao ouvir “Assim Falou Zarathustra”, de Richard Strauss. Assim como é fácil colocar “Uma Odisseia no Espaço” no topo da lista. Afinal, o filme já nos entrega aquela que talvez seja – para sempre – a elipse mais longa da história do cinema. Mesmo sem entender de cara a viagem no tempo do tal monolito, do início dos tempos ao século XX, já estamos vendidos.

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Apocalypse Now

1. Apocalypse Now

Música, sempre ela. Não sei se deu para perceber, mas muitas das cenas citadas nesta lista têm na trilha uma aliada forte. Nada melhor para nos colocar no clima e nos jogar para dentro da história em questão. Dito isso, poucos filmes fizeram isso tão bem quanto a epopeia de Francis Ford Coppola, “Apocalypse Now”. A ironia de começar um filme tão problemático com o verso “Esse é o fim, lindo amigo, esse é o fim” – da canção “The End”, do The Doords – só é equiparada pelo fato de que a canção embala a destruição da Guerra do Vietnã e a autodestruição do personagem de Martin Sheen (que filmou essa cena no dia do seu aniversário e que, como todo mundo sabe, teve até ataque cardíaco durante a produção). Poucas vezes uma canção casou tão bem com um filme e poucas vezes alguns minutos de projeção imprimiram de forma singular o ritmo de uma obra cinematográfica.

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