A cultura amazonense tem um importante motivo para comemorar 2017: a parceria entre Oscarino e o boneco Peteleco completa 60 anos no próximo dia 15 de maio. Com o intuito de prestar uma bela homenagem ao artista, o diretor de “A Incrível História de Coti – O Rambo do São Jorge” e “Picolé do Aranha”, Anderson Mendes, prepara um documentário para contar esta história. O projeto está em fase de finalização e será lançado no próximo dia 23 de maio, a partir das 19h, no Cinemark do Studio 5.

Com 20 minutos de duração, o documentário traz uma apresentação da dupla no Teatro Amazonas durante o show ‘Duetos Populares’ ocorrido em abril deste ano. O filme acompanha o artista na véspera e no dia da apresentação, mostrando todo o processo de preparação.

No meio de tudo isso, Anderson Mendes realiza uma entrevista intimista com a dupla revisitando o passado e projetando o futuro. “Eles falam sobre saúde, morte e, principalmente, amizade O documentário traz esse sentimento de nostalgia e vai fazer muita gente se emocionar”, afirma o diretor.

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Projeto antigo em meio a problemas de saúde

Anderson Mendes revelou que o desejo de fazer um filme da dupla passa de 10 anos. “Foi antes mesmo de rolar o filme do Rambo. O show da dupla numa rua do centro de Manaus é uma das minhas memórias mais antigas. A proposta antiga tinha como base um roadmovie, refazendo a turnê deles do Amazonas até o Rio Grande do Sul nos anos 1960. Mas, com o passar dos anos, a saúde do Oscarino foi se agravando e deixei a ideia de lado”, disse.

Ainda na fase de pré-produção, em 2015, Anderson Mendes presenciou a família levando Oscarino para o hospital. Esses problemas de saúde fizeram a produção se adaptar diversas vezes a contratempos surgidos inesperadamente. “Tinha dias que estávamos prontos e ele tinha que ir no médico de última hora ou não estava bem. Ultimamente, ele já vinha até desmarcando algumas apresentações. O Oscarino estava muito preocupado achando que não teria como realizar esse show no Teatro. Acompanhamos essa situação de perto e até o estimulamos a fazer o show, pois, a simples presença deles no palco já diverte o público e também é através dessas apresentações que ele sustenta a família. No fim, rolou uma surpresa com bolo de aniversário e o público aplaudindo de pé a dupla”, afirmou o documentarista.


A magia nostálgica da dupla

Mesmo neste momento delicado, o encanto destes dois símbolos da cultura amazonense está longe de acabar. “O Oscarino está doente, mas quando ele pega o Peteleco ganha uma vitalidade e se transforma. A dupla vive em uma verdadeira simbiose”, declara Anderson.

Se, para Anderson, a definição do filme do Rambo do São Jorge era o sonho e do Picolé do Aranha a superação, para Oscarino e Peteleco, a palavra da vez é nostalgia. “O elo entre os três é o fato de que todos esses documentário giram em torno de personagens que, além de cativantes, conseguem passar uma mensagem positiva. Agora, estou numa fase bem mais madura e experiente. Consegui realizar o filme com toda uma pesquisa e pré produção. Dos meus três projetos, é o mais intimista”, afirma.

O documentário pode não ser o fim da história: Anderson Mendes possui mais de 2 horas de entrevista com a dupla e cogita formas de disponibilizar isso para o público. “Estou com uma ideia que talvez, mais adiante, eu disponibilize o material bruto na internet ou até fazer um telefilme. Muita coisa ficou de fora como, por exemplo, revelações e desabafos”, disse.

A equipe do filme conta com Bruno Pereira na direção de fotografia, Joanne Monteiro como diretora de produção, Jairo Freitas e Wander Luís como produtores, Márcio Nascimento como diretor de arte, Marcos Feitoza no processo de colorização, Luciano Rocha como editor de som, além de Bruno Pereira e Thiago Moraes na operação das câmeras.

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