Criada em 2005 pelo executivo de cinema Franklin Leonard, a Black List nasceu da insatisfação do empresário com a falta de qualidade e mesmice dos filmes produzidos em Hollywood. Foi quando ele teve a ideia de entrevistar alguns colegas da indústria para escolheram seus roteiros favoritos daquele ano que foram esnobados pelas produtoras e compilar os projetos mais votados em uma lista, a tão famosa “lista negra”.

Leonard selecionou e classificou os trabalhos mais mencionados e assim deu vida à ousada publicação. O sucesso foi imediato, dentre os roteiros selecionados o trabalho de Diablo Cody, “Juno”, foi o segundo mais votado naquele ano e garantiu os holofotes para o queridinho dos cinéfilos e a consolidação da Ellen Page.

Outros filmes citados que também tiveram ampla repercussão depois da lista foram “Pequena Miss Sunshine”, “Nebraska” e “Babel”. Todos conquistaram indicações e estatuetas da Academia.

Crítica: Argo, de Ben Affleck

Desde então, a Black List ganhou popularidade e prestígio, tornando-se um dos principais termômetros para indicar os próximos títulos de evidência nas telonas. A votação cresceu bastante, contando hoje com 500 executivos do ramo cinematográfico para seleção, e ainda com nomes de peso como Denis Villeneuve e Margot Robbie para anunciar os destaques.

Mais de 300 projetos ignorados pelos grandes estúdios que entraram na Black List foram produzidos. A lista é responsável por 26 bilhões de dólares de bilheteria. Além de 264 nomeações para o Oscar, e 48 estatuetas, incluindo a de Melhor Filme por “Quem Quer Ser um Milionário?”, “O Discurso do Rei”, “Argo” e “Spotlight”.

APOSTAS PARA 2018

Em dezembro de 2017 foi revelado os mais novos “desprezados” pelos gigantes de Hollywood, e possivelmente os próximos sucessos do cinema. O total de 76 scripts foram incluídos, e a nova edição mostra as tendências no audiovisual e os grandes títulos prováveis para o ano. O nazismo volta a ser pauta com 9 roteiros sobre o assunto, entre eles o mais votado. O direito ao aborto aparece com 3 projetos, sendo dois deles sobre o coletivo de Chicago, Jane Collective.

Seguindo a direção atual da indústria, o empoderamento feminino se fez presente também. O número de roteiristas mulheres dobrou em comparação com a média histórica da publicação, de 12 para 25 trabalhos. E as narrativas com protagonistas femininas passou de 16 para 34.

A seguir, os cinco roteiros com o maior número de menções pelos executivos. A lista completa pode ser encontrada aqui:

Ruin (Matthew Firpo, Ryan Firpo)

Um ex-capitão nazista percorre as ruínas da Alemanha no pós-Segunda Guerra Mundial para remir-se dos seus crimes, caçando e matando os membros sobreviventes de seu antigo esquadrão da morte.

Let Her Speak (Mario Correa)

Baseado na história real da senadora Wendy Davis durante as 24 horas de táticas obstrucionistas para salvar 75% clínicas de aborto no Texas.
A atriz Sandra Bullock assinou contrato para interpretar a senadora no projeto.

Daddio (Christy Hall)

Uma passageira e o seu motorista de táxi relembram seus relacionamentos no caminho do aeroporto para o apartamento dela em Nova York.

Keeper Of The Diary (Samuel Franco e Evan Kilgore)

Jornada de Otto Frank e de um editor júnior da Doubleday Press, nas tentativas de publicar os diários que sua filha Anne Frank escreveu durante o Holocausto.

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