Uma das principais barbadas da noite, “Me Chame Pelo Seu Nome” confirmou o favoritismo visto no Bafta e no sindicato da categoria ao levar o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. A vitória representa a primeira estatueta dourada da carreira de James Ivory após três indicações derrotadas para Melhor Direção.

Adaptado do romance do escritor André Aciman, “Me Chame Pelo Seu Nome” tem como maior mérito a delicadeza na construção da descoberta sexual de
Elio Pearlman, personagem de Timothee Chalamet. James Ivory consegue construir diálogos críveis e situações em que o desejo se expressa nos pequenos atos e gestos. Uma dádiva de roteiro para qualquer diretor.

Contribuiu também para a vitória de lavada, a fragilidade dos rivais. “Logan” teve como maior mérito quebrar o preconceito contra adaptações de histórias em quadrinhos e ser indicado foi o prêmio maior, enquanto “Doentes de Amor” e “O Artista do Desastre” foram ficando enfraquecidos ao longo da temporada de premiações. Aaron Sorkin criou um roteiro brilhante em um filme que não o acompanha e “Mudbound” até ameaçou pela representatividade de premiar uma roteirista negra (Dee Rees), mas, isso não foi o suficiente.

Prêmio de consolação justo para “Me Chame Pelo Seu Nome”.

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