Sergio Rezende começou a rodar, no Rio de janeiro, o longa ‘O Paciente’, que revela os detalhes que envolveram a misteriosa morte de Tancredo Neves. Othon Bastos interpreta o presidente eleito e Esther Goes, Risoleta, sua esposa. “O filme é um thriller médico, que nos transporta ao lugar de Tancredo naquele momento. Ao longo das cenas, vamos vivendo tudo aquilo que ele viveu, suas angústias, medo e ansiedade quanto ao seu futuro como presidente e quanto ao futuro do país”, diz o diretor, lembrando da comoção nacional que mobilizou o país em torno do estado de saúde de Tancredo, que tinha acabado de ser eleito democraticamente depois do longo regime militar brasileiro.

O elenco principal conta com Paulo Betti (cirurgião Henrique Valter Pinotti), Otavio Muller (Dr. Renault Mattos Ribeiro), Leonardo Medeiros (Dr. Francisco Pinheiro Rocha) e Emilio Dantas como Antonio Britto, secretário de imprensa e assessor de Tancredo. Luciana Braga interpreta Ines Maria, filha de Tancredo e mãe de Aécio Neves, papel de Lucas Drummond. A produção é de Mariza Leão, com coprodução da Globo Filmes, Paris Filmes e Telecine. A distribuição será da Paris Filmes.

“Tancredo Neves uniu o país duas vezes: primeiro pela esperança na democracia e depois na tragédia de sua morte, cujas circunstâncias nunca foram totalmente esclarecidas”, lembra Sérgio Rezende. O eletrizante roteiro de Gustavo Lipsztein é baseado no livro homônimo do pesquisador e historiador Luis Mir, que depois de anos dedicado ao projeto conseguiu ter acesso a documentos do Hospital de Base de Brasília e do Instituto do Coração, em São Paulo, onde Tancredo Neves morreu. Em 384 páginas, ele apresenta boletins e laudos médicos e conclui que um erro de diagnóstico de apendicite aguda levou a equipe médica a realizar, desnecessariamente, uma cirurgia de emergência que o impediu de tomar posse. A partir dali, Tancredo não saiu mais do hospital e seu estado só se agravou até o óbito, por falência múltipla de órgãos.

‘O Paciente’ terá diversas locações pela cidade. Um casarão na Gávea serve de cenário para a Granja do Riacho Fundo, em Minas Gerais, onde Tancredo começa a sentir dores abdominais, dias antes de sua posse como o primeiro presidente eleito democraticamente após o regime militar. Dali em diante, seu estado piora e ele é submetido a uma série de intervenções médicas, cirurgias realizadas após diagnósticos equivocados e procedimentos que culminaram com sua morte em 21 de abril de 1985. O Hospital da Lagoa, no Jardim Botânico, retratará o Hospital Base de Brasília, para onde Tancredo foi levado às pressas e contra sua vontade na véspera da posse. O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, no Fundão, a Universidade Santa Úrsula e a unidade da Barra da Tijuca do Hospital Samaritano também abrigam parte da trama, que revela fatos desse episódio dramático que mobilizou o país e mudou o rumo da história do Brasil.

com informações de assessoria 

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