A passagem de Saleyna Borges à frente da Amazonas Film Comission como assessora do audiovisual chegou ao fim na semana passada. Em meio a uma reformulação do setor na Secretaria de Estado de Cultura do Amazonas (SEC-AM), ela deixou o cargo que ocupava há mais de uma década, maior parte dele durante a gestão de Robério Braga na área. No lugar dela, entrou Marcos Tupinambá, produtor de curtas como “Parente” e programas como “Costas do Brasil” e “Amazônia” escolhido pelo secretário Denilson Novo.

Em conversa com o Cine Set, Saleyna evitou falar de um legado em frente da Amazonas Film Comission, porém, destacou o que considera ser “um trabalho pontual e segmentado, realizado dentro das limitações orçamentárias da SEC,  atendendo vários setores da cadeia do audiovisual, principalmente de produção”. Ela destacou a missão de criação de um manual de uso para a utilização dos kits de filmagens do Núcleo Digital logo nos primeiros dois meses no órgão, o que, segundo ela, ajudou muitos realizadores a fazerem seus primeiros trabalhos na área fossem do Proarte, Concurso de Roteiros do Amazonas Film Festival e produções independentes.

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Saleyna Borges também destacou a importância da Casa do Cinema, então localizado na Rua Ferreira Pena, no Centro de Manaus, e a ação de transformar o espaço de escritório para produções locais. “Qualquer realizador do Estado podia (e pode) usar o escritório de produção e os equipamentos. Essa mistura rendeu bons projetos. Existe um protocolo de produções apoiadas com cerca de 800 títulos, incluindo os trabalhos dos alunos do Projeto Jovem Cidadão – Escola no Cinema”, disse.

“Além disso, a Amazonas Film Commission prestou seu papel como setor de apoio às produções nacionais e internacionais, inclusive as amazonenses. O apoio sempre foi institucional, através das chancelas e ofícios, além de uma Carta de Apresentação do projeto, que respalda a produção e a institucionaliza. Existe uma demanda de projetos interessados nesse apoio. E é importante frisar que todos os serviços oferecidos pela SEC são gratuitos, porque a Film Commission não atua como empresa.  Sempre atuamos em parceria com os produtores locais, que captavam seus projetos e apresentavam à AFC suas demandas”, declarou.

Afirmando que pretende tirar o próximo mês descanso para poder, em seguida, investir em projetos pessoais, Saleyna Borges completou salientando o que considera o principal feito de sua gestão como assessora de audiovisual do governo do Amazonas: “O mais importante nesses quase 11 anos à frente desses setores foi a oportunidade de fazer o que eu mais gostava: cooperar na realização de projetos, seja minimamente com a cessão de um espaço para locação, uma carta, com o empréstimo de um equipamento ou apenas com uma conversa. Acredito que saio em um momento muito oportuno para o audiovisual no Brasil, embora com muitas ameaças de perdas”, completou.

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