Conhecida pelo documentário ganhador do Oscar “CitizenFour”, Laura Poitras embarcou em mais uma dura missão ao fazer um filme sobre Julian Assange, criador do WikiLeaks. Após o lançamento do projeto, “Risk”, ocorrido há uma mês nos EUA, a documentarista e mais dois produtores executivos acusam os personagens do longa de tentativa de censura. As informações são do site Indiewire.

Em artigo publicado na Newsweek, Poitras, Brenda Coughlin e Yoni Golijov alegam que Assange e o WikiLeaks enviaram diversas mensagens para a distribuidora do filme, a Neon, com o intuito de retirar o documentário de cartaz. “Nos esforços do WikiLeaks para evitar a distribuição de “Risk”, eles estão usando as táticas que, muitas vezes, são usadas contra eles – ameaças legais, falsas afirmações de segurança, ataques pessoais, desinformação. Tudo com as mesmas intenções: suprimir informações e silenciar a fala”, denuncia o grupo.

Segundo o trio, todos os participantes do documentário toparam fazer o filme. “Não temos obrigações com o WikiLeaks ou com a autorização de Assange para divulgar o filme. Estamos protegidos pela Primeira Emenda da Constituição americano por fazermos um jornalismo independente”, afirma.

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