O cineasta brasileiro Chico Teixeira foi o ganhador, neste sábado, do grande prêmio do Festival Cinelatino de Toulouse por seu filme “Ausência” (2014), que narra o amadurecimento prematuro de Serginho, após ser abandonado pelos pais.

Composto pelo cineasta mexicano Pedro González Rubio, pela brasileira Juliana Rojas e pelo búlgaro Lubomir Bakchev, o júri valorizou “a maturidade da visão sobre a dificuldade de crescer na ausência dos pais, o que obriga Serginho [de 14 anos] a se emancipar”.

Apesar de se tratar de um longa de ficção, o carioca Chico Teixeira não abandona em “Ausência” o olhar de documentarista do início de sua carreira.

O brasileiro “Beira-Mar”, de Filipe Matzembacher e Márcio Reolon, era um dos filmes na disputa pelo prêmio de melhor longa.

Na sexta-feira, o também brasileiro “Tudo Vai Ficar da Cor que Você Quiser”, de Letícia Simões, já havia conquistado o prêmio de melhor documentário.

Um dos favoritos no festival, “Ixcanul” (2015), do guatemalteco Jayro Bustamante, recebeu o Prêmio do Público e o da Crítica francesa. O filme já havia conquistado o Urso de Prata no Festival de Berlim e o prêmio de melhor filme no Festival de Cartagena.

Já o cubano Carlos Machado Quintela levou o prêmio FIPRESCI, da Federação Internacional da Imprensa Cinematográfica, por “La obra del siglo” (2015), sobre as esperanças e desesperanças de três gerações de cubanos da “Cidade Nuclear”.

Dedicada à juventude, a 27ª edição do Festival Cinelatino de Toulouse termina neste domingo, com a exibição das produções vencedoras.

da Agência France Press

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