O comitê de censura da Índia proibiu a exibição do filme “Cinquenta tons de cinza” nos cinemas do país, mas a produtora do filme ainda poderá entrar com um recurso contra a decisão.

A adaptação cinematográfica da primeira parte da trilogia de E.L. James foi rejeitada pelo comitê examinador, o que deve levar a Universal Studios encaminhar o filme ao Comitê de Análise, disse um membro da Comissão Central de Certidão Cinematográfica (CBFC), que preferiu manter o anonimato.

“Todo filme precisa passar por três fases, é um processo habitual”, afirmou a fonte do CBFC. Segundo ele, “Cinquenta tons de cinza” só passou pela primeira etapa, por isso a proibição pode não ser definitiva.

O filme de conto erótico dirigido pela cineasta britânica Samantha Taylor-Johnson já havia sido censurado em países como Indonésia e Quênia.

A decisão do comitê de censura indiano vem em meio à polêmica gerada pela proibição há dois dias da exibição de um documentário da BBC sobre a violação e morte de uma jovem em Nova Délhi em 2012.

Um tribunal do gigante asiático proibiu a exibição da reportagem alegando que o material contém declarações com dano público, que rompe com a paz e cria potenciais tensões. Nesta quinta-feira, o YouTube bloqueou a visualização do documentário para a Índia a pedido do governo.

Nesta semana, o CBFC ordenou silenciar a palavra “lésbica” no filme de Bollywood “Dum Laga Ke Haisha”, no qual também foram alteradas outras quatro palavras, de acordo com a imprensa local.

O sistema judiciário indiano contém leis contra os “discursos de ódio” para prevenir conflitos entre comunidades religiosas e étnicas, em um país com esporádicas ondas de violência entre diferentes grupos.

da Agência EFE

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