Após uma votação unânime na quinta-feira, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou uma série de mudanças para diversificar os membros votantes no Oscar. A falta de indicações a atores negros pelo segundo ano seguido tem sido alvo de discussões e até de uma ameaça de boicote.

Segundo o comitê de governadores da Academia, a ideia é que o número de mulheres e de membros de minorias dobre até 2020. “A Academia vai liderar e não vai esperar que a indústria nos alcance. Essas novas medidas terão impacto imediato e começarão o processo de mudar de forma significativa a composição dos nossos membros”, disse a presidente da Academia,  Cheryl Boone Isaacs.

A partir deste ano, o status de votante vai durar 10 anos e serão renovados caso o membro tenha participado de alguma produção cinematográfica na década. Além disso, os membros receberão direito vitalício de votante após três décadas, ou se eles tiverem vencido ou sido indicados a um Oscar.

Aqueles que não puderem votar serão movidos ao status de membros eméritos, que ainda terão direitos a todos os privilégios de participar da Academia, menos a chance de escolher os indicados. Isso não vai afetar a votação deste ano.

Ao mesmo tempo, a Academia vai lançar uma campanha global para identificar e recrutar novos membros que representem maior diversidade.

O comitê de governadores da Academia também terá três novas vagas, a serem escolhidas pela presidente Cheryl Boone Isaacs.

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