A polêmica estreia de “Django Livre” na China, em 2013, com direito meses de negociação, estreia cancelada e censura dos momentos considerados mais inadequados pelo governo local traumatizaram Quentin Tarantino. Em entrevista à ABC Austrália, o cineasta defendeu a pirataria dos próprios filmes em solo chinês como forma do público ter a chance de ver as obras sem cortes.

“Não ganhamos dinheiro com “Django Livre” na China, mas, ao mesmo tempo, as pessoas viram por todo lugar porque fizeram contrabando do filme e puderam ver tudo. Tenho muitos fãs chineses que compram meus filmes nas ruas e os assistem. Para mim, não é legal quando acontece em outros lugar, mas, se o governo vai me censurar, eu desejo que as pessoas vejam de qualquer maneira”, declarou.

Entre as cenas retiradas da versão de “Django Livre” nos cinemas da China estão o momento em que o protagonista vivido por Jamie Foxx e a esposa são torturados nus, além do trecho em que o Dr. King Schultz (Christoph Waltz) relembra um escravo morto após ser atacado por um cachorro. O final sanguinolento também precisou sofrer bruscos cortes na edição final para o país asiático.

O novo filme de Quentin Tarantino, “Os Oito Odiados”, ainda não tem estreia definida em solo chinês

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