A participação feminina no cinema é um dos assuntos que têm sido discutidos na 68ª edição do Festival de Cannes, na França, que vai até este domingo (24). Para as atrizes britânicas Emily Blunt e Rachel Weisz e a francesa Isabelle Huppert, a maior atenção dada ao tema pode ajudar a acabar com a desigualdade de gêneros na indústria.

“É muito triste que um evento como este precise acontecer, mas devemos chamar a atenção às mulheres no cinema”, disse Rachel à Reuters durante uma festa da Calvin Klein, na segunda-feira (18), em homenagem a mulheres notáveis que têm grande impacto na indústria cinematográfica.

“Nós estamos desproporcionalmente representadas em termos de diretoras e escritoras – pessoas no comando de contar histórias. Precisamos de mais filmes do ponto de vista feminino”, acrescentou a atriz.

Pela primeira vez em décadas, o Festival de Cannes abriu com um filme dirigido por uma mulher: “La Tête Haute” (“De Cabeça Erguida”, em tradução literal), da francesa Emmanuelle Bercot.

Em 2015, várias artistas (como Patricia Arquette, na cerimônia do Oscar, Cate Blanchett e Emma Watson) se manifestaram publicamente sobre a desigualdade de gêneros no cinema, pedindo que mais oportunidades sejam dadas às mulheres na frente e atrás das câmeras.

A atriz Emily Blunt, que se tornou uma heroína de ação ao lado de Tom Cruise no filme “No Limite do Amanhã”, de 2014, disse que seu papel “teve um grande impacto”, já que as mulheres geralmente não são vistas como iguais aos homens em produções desse tipo. Emily ficou famosa por seu papel em “O Diabo Veste Prada” e foi indicada ao Globo de Ouro de 2015 por “Caminhos da Floresta”, com Meryl Streep.

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da Agência Reuters

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