De Melvyn Douglas e Meryl Streep a Geena Davis e Kevin Kline, Caio Pimenta elege o TOP 10 dos vencedores das categorias de coadjuvantes no Oscar.

10.  JESSICA LANGE, por “TOOTSIE” 

Abrindo a lista, no décimo lugar, está a Jessica Lange pelo trabalho em “Tootsie”. 

Premiada em 1983, a Jessica Lange encanta não apenas o protagonista vivido pelo Dustin Hoffman, mas, também o público seja pela beleza seja pelo modo singelo e esperançoso da personagem. Essa já era a segunda indicação dela ao Oscar. 

Um detalhe curioso é que a sina da Glenn Close no Oscar começou nesta categoria: ela foi a Melhor Atriz Coadjuvante pelo trabalho em “O Mundo Segundo Garp”. 

9. DON AMECHE, por “COCOON”

O simpático “Cocoon” disputou o Oscar em duas categorias e venceu ambas: uma delas foi com Don Ameche em Melhor Ator Coadjuvante. 

Por mais que brilhe em uma divertida cena de dança, a vitória do Ameche representa um reconhecimento a todo elenco. “Cocoon” traz como principal mérito ser um dos raros filmes a trazer idosos como protagonistas de uma aventura. Todos os atores e atrizes estão ótimos formando um conjunto bastante uniforme. 

8. ANJELICA HUSTON, por “A HONRA DO PODEROSO PRIZZI” 

Também na cerimônia de 1986, a Anjelica Huston conseguiu o único Oscar da carreira por “A Honra do Poderoso Prizzi”. 

Neste irregular drama de máfia do John Huston, a Anjelica Huston cria uma personagem entre a fragilidade da rejeição familiar com a inteligência para se impor em um meio machista. Além disso, a elegância dela faz se destacar nos breves momentos em que aparece. 

Na disputa, a Anjelica Huston superou, entre outras indicadas, a Oprah Winfrey, de “A Cor Púrpura”. 

7. GEENA DAVIS, por “TURISTA ACIDENTAL”

Em 1989, a gente teve uma das listas de indicadas a Melhor Atriz Coadjuvante mais fortes da década. Quem venceu foi a Geena Davis, por “Um Turista Acidental”. 

Logo na primeira indicação dela ao Oscar, a Geena Davis se sagrou vencedora. Tudo graças a uma personagem que obedece o arquétipo da mulher que chega para salvar a vida de um homem entristecido. Com muita beleza e carisma, ela supera um roteiro que a sabota constantemente, especialmente, na parte final. 

Chega a ser curioso como a Geena Davis tenha vencido o único Oscar da carreira por um papel bem longe do feminismo que a marcou nas décadas seguintes. Apesar dela estar ótimo em “Um Turista Acidental”, eu preferia que a Michelle Pfeiffer, de “Ligações Perigosas”, tivesse ganhado. 

6. TIMOTHY HUTTON, por “GENTE COMO A GENTE” 

Muito pode se questionar de “Gente Como a Gente”, porém, não dá para dizer que a vitória do Timothy Hutton seja injusta. 

No primeiro trabalho da carreira de ator, ele faz o filme dirigido pelo Robert Redford pulsar e sair do marasmo. O Timothy Hutton comove ao interpretar um rapaz perturbado pelo trauma da morte do irmão e as sessões de terapia dele são o ápice do filme. 

Mesmo não sendo injusta essa vitória, eu teria votado no Joe Pesci, de “Touro Indomável”, para vencer o Oscar. 

5. KEVIN KLINE, por “UM PEIXE CHAMADO WANDA” 

Em 1989, o Kevin Kline conquistou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo trabalho no ótimo “Um Peixe Chamado Wanda”. 

Interpretando um bandido metido a esperto, mas, complexado por ser chamado de estúpido, o Kevin Kline está hilário no filme roteirizado e estrelado pelo ex-Monty Python, John Cleese. O ator se joga nos exageros e forma uma dupla impagável com a Jamie Lee Curtis. 

4. MICHAEL CAINE, por “HANNAH E SUAS IRMÃS”

O Christopher Nolan ama o Michael Caine, mas, quem deu o primeiro Oscar ao ator foi o Woody Allen, em 1987, por “Hannah e Suas Irmãs”. 

No meio de tanta gente boa no elenco como Mia Farrow, Max Von Sydow, o próprio Woody Allen e a também ganhadora do Oscar, a Dianne Wiest, o Michael Caine rouba a cena. Com um personagem errante no melhor estilo mulherengo de Alfie e moralmente duvidoso pela paixão que sente pela cunhada, mas, sem querer largar a esposa, o ator cria uma figura difícil de gostar, mas, que deixa o espectador sempre curioso para saber o que vai aprontar.  

Tudo isso com aquele inconfundível charme e estilo britânico em plena Nova York. 

3. MERYL STREEP, por “KRAMER VS KRAMER”

Abrindo o pódio está a Meryl Streep. Ela ganhou o primeiro dos três Oscars em 1980 por “Kramer Vs Kramer”. 

O desespero silencioso e uma dor interna imensa dominam toda a composição da Meryl Streep no filme. No início, estes sentimentos afloram de um casamento fracassado e, em seguida, evoluem para a saudade do filho.  

A Meryl Streep está tão bem que dá um aperto no coração não sabermos mais sobre aquela mulher e o filme se concentrar tanto no personagem do Dustin Hoffman. Teria sido incrível uma versão de “Kramer vs Kramer” do ponto de vista dela. 

2. SEAN CONNERY, por “OS INTOCÁVEIS”

Por James Bond, o Sean Connery dificilmente venceria o Oscar. Então, foi preciso esperar quase duas décadas para a estatueta vir com “Os Intocáveis”, de Brian de Palma. 

O Sean Connery cria um contraponto interessante no grupo que sai à caça de Al Capone. Enquanto Kevin Costner e Andy Garcia exalam vigor, o britânico usa a experiência para colocar sabedoria no time. Tudo isso sempre com um bom humor marcante do astro. 

Por mais que seja um dos atores mais queridos da história do cinema, o Sean Connery só foi indicado nesta vez para o Oscar. Nem antes nem depois de “Os Intocáveis”, a Academia lembrou dele.  

1. HAING S. NGOR, por “OS GRITOS DO SILÊNCIO” 

Em meio a tantos gigantes do cinema mundial, o primeiro lugar deste TOP 10 vai para o Haing S Ngor, premiado em 1985 pelo excelente “Os Gritos do Silêncio”. 

Haing é um dos dois únicos atores amadores a vencer o Oscar. Médico ginecologista, ele viveu na pele os horrores da ditadura do Khmer Vermelho, no Camboja, nos anos 1970. Foi preso, torturado e perdeu a esposa, o filho e os irmãos. Muito do que é visto no filme, vem das experiências reais dele, o que contribuiu para a construção do personagem. Ele é peça-chave para ampliar o realismo alcançado de modo brutal pelo diretor Roland Joffé. 

Infelizmente, o Haing S Ngor morreu de forma trágica, vítima de um assalto na frente da casa dele, em Los Angeles no ano de 1996. Os criminosos queriam levar um medalhão de ouro que continha a única foto da esposa e do filho dele. O filme está disponível em versão dublada no YouTube. 

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