De Hugh Griffith, de “Ben-Hur”, a Ruth Gordon, por “O Bebê de Rosemary”, Caio Pimenta apresenta os 10 melhores vencedores das categorias de coadjuvantes do Oscar nos anos 1960. 

10. GEORGE KENNEDY, por “REBELDIA INDOMÁVEL” 

O George Kennedy aproveitou a única chance de vencer o Oscar e conquistou a estatueta em 1968 pelo trabalho em “Rebeldia Indomável”. 

 No filme, ele interpreta o grande amigo do Paul Newman na prisão. Apesar de não ser uma atuação tão espetacular, ele carrega no carisma e cria um sujeito que, ao mesmo tempo, incentiva a rebeldia do protagonista enquanto também cuida e dá orientações para ele. 

9. HUGH GRIFFITH, por “BEN-HUR” 

A nona posição vai para o vencedor da categoria de Melhor Ator Coadjuvante em 1960: Hugh Griffith, de “Ben-Hur”. 

O Griffith contribuiu para os 11 históricos Oscars do épico do William Wyller. Ele interpreta o Sheik Ilderim, que ajuda o protagonista a se vingar do vilão Messala. Um tom bonachão o torna uma bem-vinda figura de leveza para uma história sempre muito séria. 

A escolha do Griffith, hoje em dia, causa uma grande controvérsia ainda hoje pela questão do escurecimento da pele dele em vez de se ter escolhido um ator negro ou árabe para fazer o personagem. A versão recente corrigiu isso com o Morgan Freeman interpretando o sheik. 

8. SHELLY WINTERS, por “QUANDO O CORAÇÃO VÊ” 

A Shelly Winters ganhou dois Oscars de atriz coadjuvante nos anos 1960: o primeiro foi com “O Diário de Anne Frank” e, em seguida, veio a estatueta por “Quando o Coração Vê”. E é por este segundo prêmio que ela aparece no TOP 10. 

Ela vive a mãe da protagonista cega deste subestimado filme dirigido pelo Guy Green. A Rose-Ann é daqueles personagens cruéis que dá vontade de entrar na tela para impedir as barbaridades dela. Uma vilã de primeira. 

Se você ainda não viu “Quando o Coração Vê’, descubra porque é aquele filme que você não dá por ele, mas, quando termina, você percebe que conheceu um verdadeiro tesouro. 

7. WALTER MATTHAU, por “UMA LOURA POR MILHÃO” 

O Walter Matthau conquistou o único Oscar da carreira ao vencer a categoria de Ator Coadjuvante em 1967 pela comédia “Uma Loura Por Um Milhão”. 

A lenda do humor americano interpreta um advogado esperto tentando aplicar um golpe para conseguir uma multa de US$ 1 milhão em decorrência a um acidente sofrido pelo cunhado. Apesar de não ser o filme mais brilhante da carreira do Billy Wilder e nem a parceria mais inspirada com o Jack Lemon, o Walter Matthau rouba a cena com seu personagem trambiqueiro e as deliciosas frases ácidas e irônicas distribuídas ao longo de todo o projeto. 

Para vencer esse Oscar, o Walter Matthau superou os favoritos Robert Shaw, de “O Homem que não Vendeu Sua Alma” e o George Segal, de “Quem Tem Medo de Virgínia Woolf?”. 

6.  SANDY DENNIS, por “QUEM TEM MEDO DE VIRGÍNIA WOOLF?”

Por falar em “Virgínia Woolf”, a Sandy Dennis venceu o prêmio de Atriz Coadjuvante por esse filmaço do Mike Nichols. 

Enquanto a Elizabeth Taylor e o Richard Burton encarnam a devastação de um casal desgastado e o George Segal se mostra um sujeito que se acha muito esperto, a Sandy Dennis é quase a representação da pureza destruída pelo ódio e interesses escusos das pessoas ao seu redor. Um trabalho que pode soar até caricato em muitos momentos, mas, que ilustra perfeitamente a proposta do filme para a personagem. 

Este foi o segundo longa da carreira da Sandy Dennis – o primeiro foi o ótimo “Clamor do Sexo”. Depois disso, entretanto, a carreira dela não chegou a deslanchar como o início promissor indicava. 

5. PETER USTINOV, por “SPARTACUS” 

O Peter Ustinov venceu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por “Spartacus” em 1960. 

No épico do Stanley Kubrick, ele vive um mercador de gladiadores sempre disposto a nunca ficar no prejuízo. Em um filme bastante sério e de discurso político engajado trazido pelo roteiro do Dalton Trumbo, o Ustinov acaba sendo um alívio cômico elegante e sutil, o que realça a inteligência e esperteza do personagem. 

Igual a Shelly Winters, o Peter Ustinov venceu o Oscar de coadjuvante por duas vezes nos anos 1960:  a segunda foi com “Topkapi”, em 1965. 

4. RITA MORENO, por “AMOR, SUBLIME AMOR” 

O quarto lugar deste TOP 10 vai para Rita Moreno, premiada em Melhor Atriz Coadjuvante pelo desempenho em “Amor Sublime Amor”, na cerimônia de 1962. 

Se a Natalie Wood traz o lado mais angelical como protagonista, a Rita Moreno apresenta a intensidade e urgência do conflito da história. Fora que canta e dança demais em “America”, música mais conhecida de “Amor Sublime Amor”. 

A Rita Moreno foi a primeira atriz de origem latina a vencer o Oscar entre as mulheres. E ela foi tão marcante no filme que está confirmada no elenco do remake do Steven Spielberg. 

3. PATTY DUKE, por “O MILAGRE DE ANNE SULLIVAN” 

O pódio começa com a Patty Duke, premiada em Melhor Atriz Coadjuvante no Oscar de 1963. 

Em “O Milagre de Anne Sullivan”, ela interpreta uma garota surda e muda que será ensinada pela personagem da Anne Bancroft. A dobradinha entre as duas atrizes e a entrega física de ambas é que faz o longa do Arthur Miller ser memorável. Ainda que passe do ponto em alguns momentos, a Patty Duke consegue tornar palpável e angustiante o drama da garota incapaz de se comunicar com a família. 

Um detalhe curioso: o filme ganhou um remake em 1979 e a Patty Duke acabou fazendo o personagem da Anne Bancroft. Mas, entre o original e a cópia, fique com o original. 

2. MELVYN DOUGLAS, por “O INDOMADO” 

O primeiro Oscar da carreira do Melvyn Douglas veio desafiando o Paul Newman em 1964. 

Interpretando o pai do personagem do astro rebelde em “O Indomado”, o Melvyn Douglas cria uma composição melancólica de um homem que vê toda a vida dedicada à fazenda dele ir embora.

O duelo entre ele e o Paul Newman ainda representam simbolicamente o confronto de duas visões antagônicas de desenvolvimento americano em um filmaço. 

1. RUTH GORDON, por “O BEBÊ DE ROSEMARY” 

Ganhadora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por “O Bebê de Rosemary” em 1969, a Ruth Gordon é a primeira colocada deste TOP 10. 

Como pode uma figura aparentemente bondosa representar tanto perigo? Apesar de seu aspecto franzino, a Ruth Gordon pode ser considera uma das vilãs mais sofisticadas do cinema de terror ao conduzir com muita educação e polidez a personagem da Mia Farrow rumo ao abismo. 

Nunca um copo de leite e um bolinho foram tão perigosos na história do cinema. 

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