De Denzel Washington e Brenda Fricker a Judi Dench e James Coburn, Caio Pimenta apresenta o TOP 10 dos ganhadores das categorias de Melhor Ator e Atriz Coadjuvantes do Oscar nos anos 1990.

10. DIANNE WIEST, por “TIROS NA BROADWAY” 

Em 1995, a Dianne Wiest venceu o segundo Oscar da carreira pelo desempenho em “Tiros na Broadway”. 

Em um dos melhores filmes do Woody Allen nos anos 1990, ela interpreta uma excêntrica e famosa atriz se envolvendo com o dramaturgo vivido pelo John Cusack. Os exageros da fala e nos gestos são impagáveis, criando uma figura divertidíssima por estar sempre acima do tom. 

Dianne Wiest não pode reclamar do Woody Allen: o primeiro Oscar da carreira dela foi com outro filme do diretor: “Hannah e Suas Irmãs”. Mas, isso é conversa para daqui a algumas semanas no canal. 

9. JUDI DENCH, por “SHAKESPEARE APAIXONADO” 

Shakespeare Apaixonado” pode ter inúmeros problemas, mas, a Judi Dench é um dos pequenos alívios do filme. 

A rainha do teatro britânico traz toda a imponência para viver outra realeza: a Rainha Elizabeth I. A Judi Dench rouba todas as cenas nos curtos momentos em que aparece e tira a monotonia de um filme para lá insosso. 

8. ROBIN WILLIAMS, por ““GÊNIO INDOMÁVEL” 

O saudoso Robin Williams venceu o único Oscar da carreira em 1998 por “Gênio Indomável”. 

Diferente do Robin Williams mais engraçado que conhecemos em filmes como “Uma Babá Quase Perfeita” e “Jumanji”, temos aqui uma versão do ator contida próxima do que fizera em “Sociedade dos Poetas Mortos”. Colabora demais para o trabalho dele a dobradinha com Matt Damon: a impulsividade de um com a calma do outro geram uma combinação em que um impulsiona o outro. 

A única coisa que lamento é, mais uma vez, a gente ver um ator marcado por papéis de comédia ter que fazer um trabalho mais dramático para ser reconhecido. Na boa, não acho que o desempenho dele em “Uma Babá Quase Perfeita” deve em nada para o que ele fez em “Gênio Indomável”. Porém, pelo clássico da Sessão da Tarde, nem sequer ele foi indicado. 

7. TOMMY LEE JONES, por “O FUGITIVO” 

O Tommy Lee Jones conquistou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 1994 por “O Fugitivo”. 

Neste grande policial, o ator cria um fascinante duelo com Harrison Ford. Enquanto o clássico Indiana Jones transborda carisma e nos faz torcer por ele a cada segundo, do outro, temos um Tommy Lee Jones como um policial implacável, mas, ainda sim justo. Esse duelo gera tensão até o último minuto. 

“O Fugitivo” foi um trabalho tão perfeito para o Tommy Lee Jones que ele acabou por repetir esta imagem durona para o restante da carreira com diversos outros parceiros, incluindo, a Ashley Judd e, claro, o Will Smith. 

6. ANNA PAQUIN, por “O PIANO” 

A fofinha da Anna Paquin comoveu o mundo a vencer de Atriz Coadjuvante em 1994 com “O Piano”. 

A Anna Paquin não apenas transborda o natural carisma infantil, mas, como também, consegue atingir a potência exata nos momentos mais importantes do filme. Ajuda ainda mais a parceria com a Holly Hunter, capaz de criar um elo comovente. 

Quando a gente pega quem a Anna Paquin venceu, percebe-se o tamanho da conquista: ela superou gente como a Winona Ryder, de “A Época da Inocência”, a Emma Thompson, por “Em Nome do Pai”, e a própria Holly Hunter, que disputava por “A Firma”. 

5.  KIM BASINGER, por “LOS ANGELES – CIDADE PROIBIDA” 

A maior femme fatale dos últimos anos conquistou o Oscar em 1998. 

A Kim Basinger incorpora todo a sensualidade, beleza, mistério e dualidades deste típico personagem do cinema noir. Mesmo não sendo a atriz mais talentosa, a presença dela é muito bem trabalhada pelo diretor Curtis Hanson, o que provoca um estado de fascínio do público ao vê-la em cena em “Los Angeles – Cidade Proibida”. 

Vale lembrar que a vitória da Kim Basinger rendeu a impagável reação da Gloria Stuart, de “Titanic”. Após perder o prêmio, a cara da atriz era de pura revolta. 

4. KEVIN SPACEY, por “OS SUSPEITOS” 

Se você ainda não assistiu “Os Suspeitos”, spoiler a partir de agora. 

Vencedor do Oscar em 1996, o Kevin Spacey cria uma figura fascinante por misturar fragilidade, inteligência, desfaçatez e psicopatia. A reviravolta com a já clássica cena da mudança no andar e a descoberta de que ele é Kayzer Soze acaba sendo um prêmio a um trabalho perfeito. 

Assistir “Os Suspeitos” pela primeira vez hoje em dia, pode até não ter graça pelos diversos psicopatas interpretados por Kevin Spacey nos cinemas e na televisão, o que faz a reviravolta no fim da história perder um pouco da força. Mas, isso, claro, não diminui o impacto do trabalho dele no filme. 

3. WHOOPI GOLDBERG, por ““GHOST – DO OUTRO LADO DA VIDA” 

Apresentadora do Oscar em quatro cerimônias, a Whoopi Goldberg também já saiu premiada do evento: a estatueta veio em 1991 por “Ghost – Do Outro Lado da Vida”. 

Em meio ao romance carregado excessivamente no drama de Demi Moore e Patrick Swayze, a Whoopi Goldberg é uma bem-vinda quebra de humor em “Ghost”. A personagem, porém, vai além de um alívio cômico, sendo fundamental para o andamento e dinamismo da história. 

2. MARTIN LANDAU, por “ED WOOD” 

Martin Landau conquistou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante na edição de 1995 do Oscar por “Ed Wood”. 

Landau rende uma bela homenagem a Bela Lugosi com uma atuação divertidíssima na cinebiografia do pior diretor da história. O ator salienta toda a dignidade e seriedade que Lugosi tinha na carreira mesmo nas maiores roubadas. Isso acaba por gerar o humor através do contraste. 

Vale destacar o timaço de concorrentes que o Landau superou, entre eles, o Samuel L. Jackson, de “Pulp Fiction”, e o Gary Sinize, por “Forrest Gump”. 

1. JOE PESCI, por “OS BONS COMPANHEIROS” 

Se ele não venceu no Oscar deste ano, aqui, o Joe Pesci sai premiado: ele é o primeiro lugar do TOP 10 pelo desempenho incrível em “Os Bons Companheiros”. 

No único Oscar vencido pelo clássico, o Joe Pesci explode em cena com uma fúria típica dos filmes do Scorsese. A imprevisibilidade dos seus atos joga tensão na tela toda vez em que o vemos. Baixinho, o ator se agiganta e ainda traz uma dose de humor ao gângster Tommy DeVito. 

Uma curiosidade é que em 1991 o Joe Pesci derrotou o Al Pacino, que disputava por “Dick Tracy”. Neste ano, eles concorreram juntos por “O Irlandês”, também do Martin Scorsese, porém, como vocês lembram, perderam para o Brad Pitt, de “Era uma vez em Hollywood”. 

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