Grandes rivalidades marcaram muitos anos do Oscar. 

Quem não lembra dos duelos de “E o Vento Levou” e “O Mágico de Oz” ou “A Malvada” versus “Crepúsculo dos Deuses”, “A Noviça Rebelde” contra “Doutor Jivago”, “O Poderoso Chefão” versus “Cabaret”, “Kramer Vs Kramer” duelando contra “Apocalypse Now”, “Forrest Gump” versus “Pulp Fiction”, “Menina de Ouro” contra “O Aviador” e, mais recentemente, “Moonlight” versus “La La Land”, “A Forma da Água” contra “Três Anúncios Para um Crime” e “Parasita” e “1917”? 

Porém, o Oscar 2021 parece estar longe de uma polarização. “Nomadland” mantém um predomínio folgado sobre os seus principais rivais na disputa. O mais cotado para duelar contra o longa da Chloé Zhao era “Mank”, mas, o projeto do David Fincher não decolou como esperado. 

Ainda assim, tem aqueles que insistem e, por isso, eu trago agora os pontos fortes e fracos dos três que podem surpreender na noite de 25 de abril. 

“OS SETE DE CHICAGO” 

O Oscar 2021 deveria ser o ano do streaming vencer a premiação por conta dos cinemas fechados ao redor do planeta. Como era esperado, a Netflix pintava como a maior chance de realizar o feito. Porém, nenhum de seus principais candidatos empolgou Hollywood, a crítica e o público.  

Os Sete de Chicago” tenta ser a esperança final do streaming para a temporada de premiações.  

O projeto do Aaron Sorkin ganhou uma sobrevida importante ao levar o prêmio de Melhor Elenco do SAG superando candidatos com maior diversidade negra e asiática, fatores fundamentais na atual temporada de premiações. A força de um elenco tão estrelado e ser o mais politizado dos indicados com chances de vitória, algo fundamental em um período tão turbulento dos EUA, podem ajudá-lo. 

Além disso, também conseguiu indicações a todos os prêmios relevantes pré-Oscar, incluindo, o Bafta. 

Porém, as notícias boas terminam por aqui. “Os Sete de Chicago” está fora de Melhor Direção: o Sorkin perdeu a vaga para o Thomas Vintenberg, de “Druk”. Uma produção vencer o Oscar de Melhor Filme sem o diretor indicado é muito raro.  

Isso aconteceu apenas cinco vezes, incluindo, as vitórias recentes de “Argo”, do Ben Affleck e “Green Book”, do Peter Farrelly. 

Para piorar, a expectativa de que chegaria favorito em Roteiro Original, categoria que poderia deixá-lo mais forte, foi por água abaixo após perder o prêmio do sindicato para “Bela Vingança”.  

Hoje, “Os Sete de Chicago” corre por fora, mas, aparece como a segunda força da categoria. 

BELA VINGANÇA 

“Bela Vingança” fica no meio do caminho como a terceira força.  

O feminismo da era #MeToo pode alavancar um filme que não teve tanto rejeição como se chegou a temer pelo seu tema polêmico. A vitória no Sindicato dos Roteiristas provou isso assim como a nomeação da Emerald Fennell em Direção no Oscar e estar em todos os principais prêmios da temporada. 

O filme, entretanto, também teve seus pontos baixos: a maior delas, sem dúvida, foi a esnobada em Melhor Elenco no SAG. Somente “Coração Valente”, “A Forma da Água” e “Green Book” venceram Melhor Filme no Oscar sem indicação na categoria máxima no Sindicato dos Atores. 

A situação se complicou ainda mais com a Carey Mulligan tropeçando em Melhor Atriz: 

De favorita na categoria, ela perdeu o Globo de Ouro para a Andra Day e o SAG para Viola Davis. A única vitória veio no Critics Choice Awards. A chance de recuperar o terreno perdido era o Bafta, porém, ela nem foi indicada. 

Se nem aquela que parecia ser a maior chance de vitória no Oscar está, agora, garantida, não dá para apostar muitas fichas em “Bela Vingança”. Por isso, aparece aqui na terceira posição. 

MINARI 

Por fim, tem “Minari”. Até a semana passada, eu colocaria o filme do Lee Isaac Chung na segunda posição, porém, a derrota no SAG praticamente selou as chances de vitória no Oscar. 

“Minari” não conseguiu vencer nenhuma das principais prévias do Oscar: saiu sem prêmios no PGA e SAG, não pode ser indicado ao WGA, e no Globo de Ouro venceu apenas em Filme de Língua Não Inglesa, onde também concorre no Bafta. No DGA, tem zero chances de vitória. 

Levando em consideração a partir de 1996, ano em que se institui o SAG de Melhor Elenco, nenhuma produção venceu o Oscar sem sair ganhadora dos prêmios máximos de algum dos principais eventos da temporada de premiação contando DGA, SAG, WGA, Globo de Ouro e Bafta. Para completar, fico fora de Melhor Montagem. 

Por tudo isso, fica difícil crer que “Minari” consiga virar o jogo nesta temporada de premiações. Somente a força da A24 e a diversidade do elenco asiático seriam capazes de um milagre. 

Quantos aos demais, nenhum deles tem chance no Oscar. 

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