No Dia do Cinema Brasileiro, um presente para os cinéfilos: o Itaú Cultural lança, neste sábado (19), um streaming dedicado às produções do país. O catálogo oferece mais de cem títulos já na estreia e é composto de filmes, séries, programas de TV, festivais e mostras temáticas e competitivas, além de produções audiovisuais de instituições culturais parceiras. A parceria com o Matapi – Mercado Audiovisual do Norte é uma das atrações e destaca cinco filmes da Região Norte do Brasil.

A mostra ‘O Ser Amazônico” traz os seguintes filmes: o amazonense “A Floresta de Jonathas“, primeiro longa-metragem de Sérgio Andrade, o paraense “Para ter Onde Ir“, longa de ficção de Jorane Castro, o curta rondoniense “Banho de Cavalo”, de Francis Madson, o amapaense “Encantes – Histórias de Laranjal do Maracá”, de Cassandra Oliveira, e “Fronteira em combustão”, policial de Roraima comandado por Thiago Briglia.

“O pertencimento amazônico passa pela compreensão e apropriação dos modos de construir e reconstruir imagens, em diálogo constante com a natureza. Falamos a partir de uma cultura encharcada, quente-úmida, do rio e seus fluxos que ditam horas de trabalho e descanso. Porém, esse pertencer não é imutável e os rios da região constroem, forjam e ressignificam práticas deste ser amazônico. Há uma multiculturalidade atravessada por uma afirmação regional frente a invisibilidade de uma identidade nacional que a diminui. Se afirmar como amazônico é um ato político de pertencer ao Brasil”, informa o Matapi. 

Criado em 2018 e organizado pelas produtoras amazonenses Dabacuri e Leão do Norte, o ‘Matapi – Mercado Audiovisual do Norte’ traz como principal missão reunir agentes e profissionais do audiovisual, estudantes e demais interessados em discutir, além de fomentar a cadeia produtiva do setor, contribuindo para a conexão de realizadores, produtores e players, a capacitação de profissionais do setor e o empreendedorismo visando a geração de novas oportunidades. 

CONHEÇA MAIS SOBRE O ITAÚ CULTURAL PLAY

Glauber Rocha

Gratuito, o novo serviço de streaming estreia com duas importantes homenagens: Glauber Rocha com sete filmes dirigidos por ele estão em exibição – Barravento (1961); Câncer (1968-1972); Deus e o diabo na terra do sol (1964); O dragão da maldade contra o santo guerreiro (1969); A idade da Terra (1980); Pátio (1959); e Terra em transe (1967), e Luiz Carlos Barreto, sendo títulos com sua produção e direções variadas, todos dedicados ao tema do futebol – Garrincha, alegria do povo (1962); Isto é Pelé (1974); Mané Garrincha (1978); O casamento de Romeu e Julieta (2004); e Uma aventura do Zico (1998).

Outros quatro diretores ganham mostras, com quatro filmes de cada um à disposição do público. De Carlos Nader, estarão disponíveis A paixão de JL (2014), sobre o artista Leonilson; Pan-cinema permanente (2008), documentário sobre o poeta Waly Salomão vencedor do festival É tudo verdade em 2008; Homem comum (2014), também vencedor do É tudo verdade, em 2014; e Tela (2010).

Os trabalhos de Junia Torres disponíveis, todos em parceria com outros diretores, serão: Aqui favela, o rap representa (2003), documentário sobre a cena do rap em São Paulo e em Belo Horizonte; A rainha Nzinga chegou (2019); Nos olhos de Mariquinha (2008); e O Jucá da volta (2014).

Joel Pizzini aparecerá com 500 almas (2005), documentário de temática indígena; Caramujo-flor (1988), curta baseado na obra de Manoel de Barros; Glauces: estudo de um rosto (2001), curta sobre a atriz Glauce Rocha; e Olho nu (2013), sobre a vida e a carreira de Ney Matogrosso.

De Otto Guerra, teremos A cidade dos piratas (2018), baseado nos quadrinhos e nos personagens da Laerte; Até que a Sbórnia nos separe (2013), animação adulta premiada em festivais brasileiros; Wood & Stock: sexo, orégano e rock’n’roll (2006); e Novela (1992).

Curadorias convidadas

A plataforma também contará com seleções feitas por convidados, com festivais e recortes regionais. Do É tudo verdade, os destaques são filmes que receberam o Prêmio de Melhor Documentário de Curta-Metragem em várias edições do festival. Entre eles, estão Remo Usai – um músico para o cinema (2008), de Bernardo Uzeda; Casa de cachorro (2001), de Thiago Villas Boas; Dormentes (2003), de Inês Cardoso; e Capistrano no quilo (2007), de Firmino Holanda.

Equipes dos festivais In-Edit, dedicado a documentários sobre música, e fórumdoc.bh, dedicado a documentários etnográficos, focalizando a luta por terra e moradia, também são curadores convidados.

Já a antropóloga e cineasta Junia Torres será a curadora da mostra Um outro olhar – cineastas indígenas, que entre os destaques terá Yãmĩyhex – as mulheres-espírito (2019), de Sueli Maxakali e Isael Maxakali. Sueli é uma das primeiras mulheres indígenas a dirigir um filme.

MOSTRAS REGIONAIS

Além do Matapi trazendo o melhor do cinema do Norte do Brasil, outras regiões também terão destaque no Itaú Cultural Play. O Centro-Oeste chega por meio de uma seleção feita pelo Mercado Sapi. Entre os filmes disponíveis, teremos Maria Luiza (2019), de Marcelo Díaz, documentário sobre a primeira transexual reconhecida na história das Forças Armadas do Brasil; De tanto olhar o céu, gastei meus olhos (2018), de Nathália Tereza, curta do Mato Grosso do Sul que teve carreira internacional; e Taego Ãwa (2016), de Marcela Borela e Henrique Borela, documentário de temática indígena premiado e lançado comercialmente nos cinemas.

A mostra Reexistências audiovisuais nordestinas reúne destaques da produção recente nos estados do nordeste do Brasil, com curadoria do Nordeste Lab. A região com mais estados da federação aparece com Voltei! (2021), de Ary Rosa e Glenda Nicácio, novo longa dos diretores do premiado Café com canelaA noite amarela (2019), de Ramon Porto Mota, filme da Paraíba que, por enquanto, é o único de terror na programação; Memórias de quando metemos o pé na estrada (2020), de Weslley Oliveira, curta universitário realizado no Piauí; Iemanjá pela última vez (2017), de Denis Carlos, documentário do Maranhão; Não fique triste, menino (2018), de Clébson Oscar, produção do Ceará sobre representatividade negra; e A parteira (2019), de Catarina Doolan, do Rio Grande do Norte.

CONHEÇA OS FILMES DA MOSTRA ‘O SER AMAZÔNICO’

Filme: A Floresta de Jonathas

Direção: Sérgio Andrade

Elenco: Begê Muniz, Chico Diaz, Francisco Mendes, Ítalo Castro, Viktoryia Vinyarska

Sinopse: Jonathas mora com a família numa zona rural do Amazonas. Ajuda o pai a vender frutas na estrada. Dali, conhece turistas, o mundo exterior e suas novidades. Certo dia, ao lado de amigos, do irmão e de uma turista ucraniana, Jonathas vai acampar na mata. A viagem o levará por uma aventura inesperada.

Filme: Para ter Onde Ir

Direção: Jorane Castro

Elenco: Ane Oliveira, Keila Gentil, Lorena Lobato

Sinopse: Um filme de estrada protagonizado por mulheres. Eva é comandante de um navio, uma mulher madura e solitária. Melina vive entre baladas e amores incertos. Keithy é uma ex-cantora de tecnobrega e mora numa casa de palafita. Juntas, elas viajam para uma praia do litoral paraense.

Filme: Banho de Cavalo

Direção: Francis Madson e Michele Saraiva

Elenco: Cairo Vasconcelos, Denis Carvalho, Francis Madson, Ruan Viana

Sinopse: Um rapaz à deriva dentro de um barraco abandonado num rio. Um cavalo morto em decomposição e um homem banhado em sangue. Agrotóxico, lavouras e caminhões que carregam madeira. Nu e debaixo de uma chuva torrencial, um jovem tenta caminhar por uma estrada de terra.

Filme: Encantes – Histórias de Laranjal do Maracá

Direção: Cassandra Oliveira

Sinopse: No interior do Amapá, uma comunidade vive há décadas entre feiticeiras e seres encantados da floresta amazônica. A região tem imensas cavernas nas quais os povos indígenas guardavam suas urnas funerárias. O filme conta esta e outras histórias deste lugar mágico e ancestral.

Filme: Fronteira em Combustão

Direção: Thiago Briglia

Elenco: Anderson Souza, Bebeco Pujucan, Gustavo Brenner, Silvana Lins

Sinopse: Gilberto está desempregado e sem dinheiro. Pai de família, precisa sustentar o filho e a mulher. Para isso, ele decide aceitar a proposta de trabalho feita por um vizinho contrabandista. O serviço é pegar gasolina na Venezuela e trazer para o Brasil, clandestinamente.

com apoio de informações de assessoria

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