De “Ad Astra” a “Joias Brutas”, Caio Pimenta analisa as razões que tiraram 25 filmes importantes do Oscar 2020.

OS FRACASSOS 

Steven Sodeberg, Meryl Streep, Antonio Banderas, Gary Oldman. “A Lavanderia” tinha um timaço e um tema muito importante, porém, a carinha de “A Grande Aposta” não empolgou ninguém e o filme foi esnobado com louvor.  

“The Personal History of David Copperfield” com Dev Patel e “O Rei” com o Timothee Chalamet até não são tão ruins assim, mas, a sensação de que já vimos esses filmes antes não ajudou em nada. 

“Brooklyn Sem Pai Nem Mãe” foi o filme das expectativas frustradas: imaginava-se que seria a produção que poderia colocar o Edward Norton na briga pelo Oscar, porém, a recepção pouco entusiasmada de público e crítica fez o policial patinar e não decolar como previsto. Já a ausência de “Uma Vida Oculta” mostra como Terrence Malick anda cansando até mesmo Hollywood.  

Por fim, não tem como não falar de “Cats”.  A Universal Pictures apostava em “1917” e no musical suas fichas para o Oscar. Se o filme do Sam Mendes não decepcionou, “Cats” foi um fracasso poucas vezes visto.  

Nem mesmo todo o retrospecto positivo do Tom Hooper, com “O Discurso do Rei” e “Os Miseráveis” na Academia, foi suficiente. 

 CONCORRÊNCIA PESADA

 

Poucas vezes nos últimos anos, a gente viu um conjunto de filmes tão bons como em 2020. E essa concorrência pesada fez muita gente boa ficar de fora. “Meu Nome é Dolemite” que o diga. 

O filme do Eddie Murphy ficou como a quarta escolha da Netflix nesta temporada de premiações atrás, por exemplo, de “O Irlandês”, “História de um Casamento” e “Dois Papas”. Até teve uma campanha decente, mas, não foi muito longe. 

Falando em concorrência interna pesada, “Bacurau”, aqui no Brasil, e “Retrato de uma Jovem em Chamas”, da França, deram azar de cair em um ano tão bom. Se fosse em 2019, por exemplo, quando nós fomos de “O Grande Circo Místico” e eles com “Memórias da Guerra”, provavelmente, estariam na disputa. 

 Feitos para que seus atores fossem indicados ao Oscar, “Dark Waters”, com Mark Rufallo, e “Luta por Justiça”, com Jamie Foxx e Michael B. Jordan, viram as disputas em Melhor Ator e Ator Coadjuvante serem as mais acirradas dos últimos anos e ficaram sem chances. 

ERROS DE ESTRATÉGIAS 

Às vezes, você pode até ter um bom filme ou grande atuação, mas, se não souber jogar o jogo da temporada de premiações, você fica de fora. A Amazon aprendeu a lição da pior forma possível neste ano. 

Primeiro, apostou as fichas em “O Relatório”. Daí, decidiu ir com tudo para “Os Aeronautas”. Ameaçou ensaiar um apoio mais forte para “Honey Boy” e até “Seberg”. No fim, quis voltar para “O Relatório”, mas, já era demais.  

Pior de tudo foi ver a Netflix com 24 indicações. Aposto que a Amazon vai jogar pesado para recuperar o terreno. Quem também se deu mal foi, infelizmente, a A24, dona de um dos catálogos mais interessantes do cinema americano. 

A empresa responsável pela campanha vencedora de “Moonlight” tinha ótimas apostas como “Waves”, “The Last Black Man in San Francisco”, “O Farol” e Midsommar. Porém, sem definir um carro-chefe claro como a Neon fez com “Parasita” e poderio financeiro de gigantes como a Netflix, Universal e Sony, ficou difícil de competir. 

 PERDA DE FÔLEGO 

Sabe aqueles filmes que despontam logo cedo como potenciais candidatos, mas, acabam não conseguindo cumprir o esperado deles? Isso aconteceu com quatro produções em 2020. 

Também da A24, “The Farewell” até chegou a se consolidar na briga de Melhor Filme por volta de dezembro, mas, sentiu o impacto da esnobada quase geral no SAG. As ausências no PGA e DGA selaram as chances do longa.  

Clemency” mandou muito bem no Festival de Sundance 2019 e parecia que a Alfre Woodard era nome certo em Melhor Atriz. Porém, com todo o foco da Neon em “Parasita” e o lançamento para lá de tímido no fim do ano, derrubaram as pretensões dela no Oscar. 

 Já “O Caso Richard Jewell” até emplacou Kathy Bates em Melhor Atriz Coadjuvante, mas, todas as polêmicas em que o filme se envolveu e o fato de Clint Eastwood já ter vencido duas vezes o Oscar, tiraram a força do filme. 

 MIOPIA DA ACADEMIA 

Muitas vezes, a Academia peca por não enxergar obras mais progressistas ou ousadas, incluindo, filmes de gênero, optando, muitas vezes, pelos caminhos tradicionais. 

O terror e a ficção científica sofrem com isso há anos e, em 2020, aconteceu com “Ad Astra” e “Nós”. O filme do James Gray viu a Disney privilegiar a campanha de “Ford Vs Ferrari” e Brad Pitt surgir como imbatível por “Era uma vez em Hollwyood”, eclipsando o trabalho dele em “Ad Astra”. Já “Nós” foi lançado muito no início de 2019, não existia mais a aura de surpresa em torno de Jordan Peele e o foco da Universal Pictures em “1917” o deixou de lado. Mesmo assim, nada justifica Lupita fora de Melhor Atriz. 

 “Queen & Slim” também enfrentou este caso de segundo plano na Universal Pictures, fora que parecia bastante ousado para um EUA dividido como o atual. Por fim, dois atores populares pagaram pelos erros do passado: Jennifer Lopez, em “As Golpistas”, e o Adam Sandler, por “Joias Brutas”, fizeram duas das melhores atuações do ano, porém, a resistência de muita gente dentro da indústria de Hollywood pode ter contribuído para as exclusões de ambos. 

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