MELHOR DIREÇÃO EM CINEMA/STREAMING EM 2020

  1. Céline Sciamma, de “Retrato de uma Jovem em Chamas” 105 PONTOS 
  2. Eliza Hittman, de “Nunca Raramente às Vezes Sempre”  78 PONTOS 
  3. Spike Lee, de “Destacamento Blood” 45 PONTOS* 
  4. Darius Marder, de “O Som do Silêncio” 45 PONTOS 
  5. Sam Mendes, por “1917” 38 PONTOS 

*critério de desempate: maior número de primeiro lugar nas listas individuais

Confira as listas de Melhor Direção de 201920182017. 2016, 201520142013, 2012.
Veja as escolhas dos integrantes do Cine Set: 

Caio Pimenta 

  1. Céline Sciamma, de “Retrato de uma Jovem em Chamas” 
  2. Geraldo Sarno, de “Sertânia 
  3. Josh e Benny Safdie, de “Joias Brutas 
  4. Eliza Hittman, de “Nunca Raramente às Vezes Sempre” 
  5. Bárbara Paz, de “Babenco 
  6. Spike Lee, de “Destacamento Blood 
  7. Tamara Kotevska e Ljubomir Stefanov, de “Honeyland 
  8. Sam Mendes, de “1917” 
  9. Elia Suleiman, de “O Paraíso Deve Ser Aqui 
  10. Robert Eggers, de “O Farol 

Comentários

Uma lista eclética: da elegância narrativa e dos planos de Sciamma passando pela energia pulsante de Spike e dos irmãos Safdie ao preciosismo técnico de Sam Mendes até a criação de atmosfera soberba de Robert Eggers. Se Suleiman vai na fina ironia, enquanto Bárbara realiza uma comovente despedida de seu amado Hector. Por fim, Sarno e a dupla Stefanov e Kotevska realizam verdadeiras tour de force em projetos épicos.

CAMILA HENRIQUES 

  1. Céline Sciamma, por “Retrato de Uma Jovem em Chamas” 
  2. Greta Gerwig, por “Adoráveis Mulheres 
  3. Robert Eggers, por “O Farol” 
  4. Eliza Hittman, por “Nunca Raramente Às Vezes Sempre” 
  5. Spike Lee, por “Destacamento Blood” 
  6. Fred Ouro Preto, por “AmarElo” 
  7. Sofia Coppola, por “On The Rocks 
  8. Darius Marder, por “O Som do Silêncio” 
  9. Lulu Wang, por “A Despedida” 
  10. Bárbara Paz, por” “Babenco” 

Comentários 

Que maravilha é poder encher uma lista com diretoras! SciammaGerwig e Wang representam as esnobadas da temporada de premiações, com trabalhos honestos sobre família, feminismo e amor. Sofia Coppola fez mais um estudo sobre a solidão feminina e acertou ao finalmente escolher um elenco mais diverso, enquanto Eliza Hittman entregou um trabalho cru e sem idealizações sobre o que é ser uma adolescente em um meio de predadores, e Bárbara Paz fez uma elegia a seu grande amor. Para completar a lista, Robert Eggers e Darius Marder em filmes que eu queria ter visto no cinema, e Fred Ouro Preto e Spike Lee com produções que ganharam novo significado em um ano marcado pelos protestos do Black Live Matters e pela morte de Chadwick Boseman. 

DANILO AREOSA

  1. Céline Sciamma, de “Retrato de Uma Jovem em Chamas” 
  2. Sam Mendes, de “1917” 
  3. Eliza Hittman, de “Nunca, Raramente, às Vezes, Sempre” 
  4. Ken Loach, de “Você Não Estava Aqui”  
  5. Clint Eastwood, de “O Caso Richard Jewell”  
  6. Darius Marder, de “O Som do Silêncio”  
  7. Ladj Ly, de “Os Miseráveis 
  8. Ben e Josh Safdie, de “Joias Brutas”  
  9. Andrew Patterson, de “A Vastidão da Noite”  
  10. Richard Stanley, de “A Cor Que Veio do Espaço”  

Menções Honrosas: Peter Docter e Kemp Powers, Soul; Sung-hyun YoonTempo de Caça; Greta Gerwing, Adoráveis Mulheres; Elia Suleiman, O Paraíso Deve Ser Aqui; Spike Lee, O Destacamento BloodKitty Green, A Assistente; Remi Weeks, O Que Ficou Para Trás

Comentários 

Céline Schiamma provocou uma explosão de emoções em mim, através da sua história de amor proibida e de forte ligação com a música que se estabelece na alma e no coração de duas mulheres. Sam Mendes utilizou a técnica cinematográfica para fascinar, ainda que tenha me cativado mais pelo “toque humano” da sua história, com direito a ecos de Samuel Fuller para retratar a natureza humana imersa no horror bélico. Só mesmo quem tem um coração de pedra para não se emocionar com as narrativas essencialmente humanas que Darius Marder e Clint Eastwood apresentaram em seus filmesO cinema social esteve presente nas películas de Ken Loach, Eliza Hittman, Ladj Ly e Ben e Josh Safdie para nos levar a refletir sobre questões e dilemas da sociedade contemporânea. Por fim, o estreante Andrew Patterson e o retorno triunfal de Richard Stanley (que desde a década de 90 não dirigia um longa-metragem) mostraram que cinema fantástico ainda pode fascinar o público, principalmente, em tempos de pandemia.

HENRIQUE FILHO 

  1. Spike Lee, de “Destacamento Blood” 
  2. Darius Marder, de “O Som do Silêncio” 
  3. Céline Sciamma, de “Retrato de uma Jovem em Chamas” 
  4. Aaron Sorkin, de “Os Sete de Chicago 
  5. Robert Eggers, de “O Farol” 
  6. Josh e Benny Safdie, de “Joias Brutas” 
  7. Remi Weekes, de “O Que Ficou Para Trás 
  8. Sam Mendes, de “1917” 
  9. Andrew Patterson, de “A Vastidão da Noite” 
  10. Leigh Whannel, de “O Homem Invisível 

Comentários 

Diretores experientes e outros em seus primeiros trabalhos, os melhores trabalhos de direção de 2020 estão encabeçados por Spike Lee. Leigh Whenell remodela O Homem Invisível e traz uma nova proposta ousada e brinca com os nervos do público, Andrew Patterson homenageia a ficção científica e tempos mais inocentes. Tenho problemas com 1917, mas não tenho problema em reconhecer o competente trabalho de Sam Mendes no comando da obra.  

Que Remi Weekes abrace novos projetos com tanto entusiasmo quanto seu trabalho de estreia e os Safdie merecem todos os aplausos por colocarem Gigi DiAgostini na trilha de Joias Brutas. Brincadeiras de lado, Robert Eggers nos prega peças com seus simbolismos e Aaron Sorkin nos presenteia com seus belos diálogos, e por fim Céline e Darius nos presenteiam com sensibilidade.   

IVANILDO PEREIRA 

  1. Eliza Hittman, de “Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre” 
  2. Kitty Green, de “A Assistente 
  3. Darius Marder, de “O Som do Silêncio” 
  4. Pete Docter e Kemp Powers, de “Soul 
  5. Antonio Campos, de “O Diabo de Cada Dia 
  6. Chung Mong-Hong, de “A Sun” 
  7. Leigh Whannell, de “O Homem Invisível” 
  8. Remi Weekes, de “O Que Ficou para Trás” 
  9. Spike Lee, de “Destacamento Blood 
  10. Andrew Patterson, de “A Vastidão da Noite” 

Menção honrosa: Bárbara Paz, Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou. 

Comentários

Na minha lista de melhores diretores, fica claro que se tratou de um ano dominado por novos talentos – Do meu top 10, só Lee e Docter têm carreiras longevas e já estabelecidas. Weekes e Patterson surpreenderam com propostas diferenciadas para experiências de gênero. Whannell também trabalhou dentro de uma estrutura de gênero, o terror sci-fi, e assegurou seu lugar pela inteligência de sua visão. Mong-Hong surpreendeu criando uma das experiências mais emotivas e humanas do ano. E Campos, Marder, Green e Hittman realizaram histórias com poder e força que pegaram o espectador pela garganta e não soltaram mais. Se 2020 foi um ano marcado pela angústia, os trabalhos desses quatro diretores em especial souberam explorar essa sensação e usá-la para contar histórias que ficarão na memória de quem assistir. E, em minha opinião, ninguém dentre eles fez isso melhor que Hittman, um nome para se prestar muita atenção no futuro. 

PÂMELA EURÍDICE 

  1. Terrence Malick, por “Uma Vida Oculta 
  2. Greta Gerwig, por “Adoráveis Mulheres” 
  3. Céline Sciamma, por “Retrato de uma jovem em chamas” 
  4. Sam Mendes, por “1917” 
  5. Lulu Wang, por “A Despedida” 
  6. Elisa Hittman, por “Nunca Raramente Às Vezes Sempre” 
  7. Ken Loach, por “Você não Estava Aqui”  
  8. Andrew Patterson, por “A Vastidão da Noite” 
  9. Jan Comasa, por “Corpus Christi” 
  10. Josh e Benny Safdie, por “Joias Brutas” 

Comentários 

Os irmãos Safdie conseguiram a proeza de arrancar a melhor atuação de Adam Sandler da carreira e nos fazer enxergar o grande ator que há por trás de todo besteirol de seus filmes. Isso é digno de nota. Comasa traz um relato melancólico da juventude que se funde ao estilo de vida cristão, acredito que sua metáfora em Corpus Christi é bem mais eficaz que a presente em “Rede de Ódio”. Patterson constrói um filme baseado integralmente no som: simples e interessantíssimo. Enquanto Hittman e Loach nos entregam produções cruelmente reais ainda que sob perspectivas distintas. Já Lulu Wang emociona com tanta delicadeza e amor. Algo semelhante ao que Sciamma faz em sua ardente história de amor. Gerwig aproxima-se de May Alcott ao mesmo tempo em que dialoga com as mulherzinhas contemporâneas. E, finalmente, Mallick entrega uma produção intimista, sensível e que nos faz refletir sobre nossas crenças, valores e convicções. Tudo isso alinhado a um elenco incrível e a ótima fotografia de Widmer (Pina, Buena Vista Social Club). 

REBECA ALMEIDA 

  1. Bárbara Paz, de “Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou” 
  2. Dan Scanlon, de “Dois Irmãos 
  3. Kitty Green, de “A assistente” 
  4. Natalie Erika James, de “Relíquia 
  5. Gaspar Antillo, de “Ninguém sabe que estou aqui 
  6. Allan Deberton, de “Pacarrete 
  7. Eliza Hittman, de “Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre”  
  8. Owen McCafferty, “Nosso Amor 
  9. David Fincher, de “Mank 
  10. Greta Gerwig, de “Adoráveis Mulheres” 

Menções honrosas: Sandra Kogut, de ‘Três verões’, Taika Waititi, por ‘Jojo Rabbit’, Robert Eggers, de ‘O Farol’, David Fincher, de ‘Mank’, Michael Showalter, de ‘Um crime para dois’, Patty Jenkins, de ‘Mulher Maravilha 1984’, Leigh Whannell, de ‘Homem Invisível’. 

Comentários 

O retrato intimista, sensível e revelador que Bárbara Paz realiza em ‘Babenco’ é realmente admirável, uma perfeita proporção entre sua visão pessoal e a necessidade de um registro documental sobre Babenco. De forma parecida, Dan Scanlon inicia sua proposta com algo pessoal, levando a uma animação fantasiosa muito bem executada. Já Kitty Green, Natalie Erika James e Gaspar Antillo constroem narrativas que se debruçam sobre os personagens, mas não esquecem a importância dos outros aspectos para suas obras. Allan Deberton diverte e emociona na medida certa com ‘Pacarrete’, por outro lado, Eliza Hittman e Owen McCafferty acertam ao buscarem temáticas tão delicadas e difíceis de serem abordadas de forma tão genial. Por fim, Greta consegue entregar uma bela adaptação literária.  

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COMO FUNCIONA O SISTEMA DE PONTUAÇÃO DO CINE SET:

Cada um dos críticos do Cine SET elege o seu ‘TOP 10’. Critério leva em conta filmes lançados nos cinemas, streaming ou televisão no Brasil entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2020.

Para cada lista, fizemos a pontuação:

1º lugar – 25 pontos

2º lugar – 18 pontos

3º lugar – 15 pontos

4º lugar – 12 pontos

5º lugar – 10 pontos

6º lugar – 8 pontos

7º lugar – 6 pontos

8º lugar – 4 pontos

9º lugar – 2 pontos

10º lugar – 1 ponto

Depois, tudo é somado e chegamos ao resultado final!

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